quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Opposite One Another - Parte 2 Capítulo 21 - Please try to love me!!




Sexta – Feira    17:50pm      Justin POV

Me deitei na cama bagunçada, ela dominava meus pensamentos como sempre, por que logo ela? Poderia ser qualquer uma, mas tinha que ser Alice Muller, filha do cara que me criou, da pessoa que me deu um lar e comida quando precisei, da pessoa que me ajudou á ser isso que sou hoje, em conquistar tudo que tenho em mãos, e é por isso que tenho a plena certeza de que ela também só me ajudará, eu sei.

 Não irei mentir, ela me mudou, me mudou muito, não sei o que anda acontecendo destes tempos pra cá, desde o momento que conheci Alice, não quero mais saber de festas, de drogas e nem bebidas, eu só quero paz, só quero estar com ela, a ver, a sentir, eu tentei, tentei não me apaixonar por ela, mas cá entre nós, qualquer um se apaixonaria por essa linda garota.

Apenas espero que isso funcione, espero que do mesmo jeito que não irei magoa-la, ela também não me magoe, Nole fez parte de grandes momentos em minha vida, ela me fazia feliz, mas hoje vejo que Nole me fazia feliz me drogando ou transando comigo, aquilo não poderia nem de longe ser chamado de amor.

Alice é delicada, carinhosa, gentil, Nole nunca foi assim, ela nunca se importou com os sentimentos das pessoas que estavam em sua volta, ela simplesmente falava o que vinha na telha e quem gostou tudo bem, quem não gostou amém, isso me irritava, por falar a verdade, eu nunca confiei muito em Nole, quando eu morava no Canadá ela morava aqui, então ela me traia, ai quando meu pai morreu, eu decidi vir para Miami, vindo pra cá que James entrou em contato comigo falando ser um antigo amigo do meu pai, eu confiei.

(...)

 - Bom meninos, é isso. – falei olhando para os três sentados em minha frente.

 - Mas Justin, eu não sei aonde ele tem galpões, como vou queimar dois deles? – Chris perguntou confuso.

- Chaz com certeza vai descobrir aonde é. – disse olhando para Charles.

- Eu descubro isso fácil, só me deem dois minutos. – ele disse olhando para tela no seu Notebook e teclando nos pequenos quadrados.

- O quanto quiser meu jovem. – falei me levantando e tirando meu celular do bolso. – Vou fazer uma ligação, já volto.

 Andei até lá fora, me sentando em uma das cadeiras da varanda, disquei o numero de Hardif, meu chefe de cozinha preferido, no segundo toque ele atendeu.

- Olá Hardif. – dei os comprimentos.

- Olá grande Bieber. – ele disse com seu sotaque indiano.

- Bom, como eu amo sua comida, eu gostaria de reservar um horário no seu restaurante, mas esse vai ser um pedido especial, quero que feche o restaurante e deixe aberto apenas para mim. – falei.

- Mas senhor Bieber, eu perderei muitos clientes. – Hardif disse.

- Eu pago o dobro que todos pagariam por seus pratos. – falei e ele suspirou.

- Não é preciso pagar nada, vamos fazer assim, você fica me devendo essa ok? – ele perguntou.

- É claro, pode ser as 20h00? – perguntei.

- Pode, quantas cadeiras devo separar?

- Duas, eu passo no restaurante umas horas antes pra dar uma arrumada, quero colocar umas velas, hoje vou fazer algo que espero não me arrepender mais tarde. – falei rindo, Hardif me acompanhou.

- Não precisa vir antes senhor Bieber, pode deixar com minha equipe, vamos preparar um lindo jantar á luz de velas pra vocês dois. – ele falou.

- Fico te devendo duas então, até logo Hardif. – disse e ele riu concordando.

Desliguei o celular o colocando novamente no bolso, Alice Muller, não paro de pensar em você loira, entrei em casa e os meninos estavam rindo de algo, me sentei e Chaz virou o Notebook, alias, acho que finalmente estamos bem, é, espero que sim.

 Quando olhei para tela, vi dois galpões totalmente novos, o Turner não sabe nem disfarçar, cara, eu estou com uma puta raiva desse imundo, se ele estivesse na minha frente eu o mataria sem duvidas.

- Muito bem, hoje as 20:00 você vai até esses galpões e toca fogo neles, primeiro mata os carinha que tem lá, depois volta pra casa inteiro. – falei e ele soltou uma risadinha. – Chris, não estou de brincadeira, quero você vivo e sem um arranhão, ainda preciso de você.

- Eu sempre volto vivo e inteiro, você sabe disse, então poupe seus comentários, porque não me servem pra nada. – ele disse fazendo meu queixo cair.

- Eu vou te quebrar no meio, seu pirralho. – falei sorrindo de lado o fazendo rir alto. – Pode levar quantos capangas quiser, mas leva pelo menos uns 10.

- Pode deixar. – ele disse batendo continência.

- Bom, agora se os senhores me dão licença, preciso me arrumar porque já são 18:00 horas.

- Vai pra onde Drew? – Ryan perguntou desconfiado.

- Pra um jantar. – falei me levantando e subindo as escadas sem o deixar responder.

Entrei no meu quarto e a cama já estava arrumada – infelizmente – entrei no closet e o cheiro dela não estava mais lá, o que me deixou com um buraco no peito, estou me sentindo impotente, sei que é muito cedo pra sentir isso, mas eu não ligo, só quero estar com ela.

Jamais poderia imaginar – nem drogado – que voltaria a gostar de uma garota, já me fodi tanto que não conseguia gostar de ninguém, mas ela mudou isso, ela me mudou, sei que não vai ser fácil ama-la de uma hora pra outra, mas eu quero tentar, eu sei que posso, eu vou conseguir amar ela, eu sei que vou.

Entrei no Box, tomei uma ducha gelada para amenizar o nervosismo – que estava me deixando louco – saí do banheiro com uma toalha na cintura e outra secando o cabelo, não vou colocar um terno nem morto – fico parecendo um velho – tirei do closet uma camisa social branca, uma calça jeans preta, procurei por um par de sapatos que ficasse legal, o ruim é que tenho uns 300 supras e uns 20 tênis normais, decidi procurar em umas caixas que deixo guardado uns pares mais velhos.

A primeira que eu abri era um All Star branco, então decidi colocar esse mesmo, quando terminei de me vestir me olhei no espelho impressionado com minha aparência, faz tempo que não me vestia assim, meus pés parecem descansar com o tênis leve, fui até a base de perfumes que ficava no centro do closet, borrifei um pouco e coloquei meu relógio subindo as mangas até o cotovelo, decidi ir sem boné, peguei o secador e tentei arrumar meu topete, deixando ele razoável.

Deixei o quarto descendo as escadas, os meninos já foram embora, o que me deu um alivio, pelo fato de não precisar responder a varias perguntas, saí da garagem com um Huracan preto, o centro de Miami é enorme, mas quando se esta nervoso perece minúsculo, eu só preciso achar uma loja que venda um vestido bonito, não deve ser tão difícil.

Me lembrei de Nole me levando para comprar vestidos na Louis vuitton, então é lá que eu vou, estacionei bem em frente, atraindo muitos olhares assustados e impressionados, não consegui conter o sorriso.

- Boa noite senhor Bieber, como posso ajuda-lo? – a morena me perguntou quando entrei na loja.

- Eu, hãm, queria um vestido pra um jantar. – respondi passando a mão na nuca, nervoso.

- Ah, temos vários modelos maravilhosos, qual o tamanho?

- Ah, tem tamanho é? – perguntei com vergonha, fodeo.

- Sim. – ela respondeu rindo de leve.

- Olha moça, eu não sei, ela tem um corpão. – disse a fazendo ficar vermelha.

- Então um 38 ou 40 deve dar certo, o busto é cheio?

- Aham. – respondi fazendo sim com a cabeça.

- Vamos ver uns modelos 40, preferência de cor? – ela perguntou me fazendo pensar.

- Ela gosta bastante daqueles modelos que tem saia e top, sabe? – perguntei sem jeito.

- Ah, Cropped?

- Que?

- É o nome do conjunto senhor Bieber. – ela falou segurando a risada, ótimo.

- Tá, escolhe um ai, ela é loira, branquinha, você deve saber qual combina.

- Pode deixar comigo.

Ela se afastou me deixando lá, olhei para a bancada de vidro onde tinha joias, me aproximei olhando mais de perto, a maioria era muito exagerada, com umas pedras enormes, fui examinando até chegar a um colar fino de ouro, com um pequeno pingente de uma coroa, outra atendente veio.

- Gostou de algo senhor Bieber? – ela perguntou docemente.

- Desse aqui. – falei apontando para o colar.

Ela o retirou da bancada o erguendo.

- Ele é banhado a ouro, é um pouco mais barato que os outros, pelo fato de ser mais simples e ser banhado, ele é bem simples, não gostou de outro? – ela perguntou me mostrando os exagerados.

- Ah não, esse vai combinar mais com ela, sabe, ela é bem simples. – falei e ela fez cara de nojo.

Alice provavelmente iria jogar o colar com aquelas pedras em mim, ela odiaria.

- Vou levar esse mesmo. – falei e ela concordou.

Uns dez minutos depois, a morena voltou com varias peças nas mãos, as colocou em cima de outra bancada, tinha basicamente umas 15 peças, algumas exageradas, outras nem tanto, mas nenhuma me lembrava Alice, até que eu olhei para uma vitrina no interior da loja, era uma saia azul clara meio cinza com uma blusa preta com mangas compridas, lembrei dela na hora, ela vem acompanhada com saltos vermelhos, tinha que ser esse.

- Aquele lá. – disse apontando para a peça na pequena vitrine.

- Perfeito, acho que vai combinar com ela. – ela disse se retirando, indo até a vitrine.

Olhei para o relógio, eram 18:56, já está quase na hora, e meu nervosismo só aumenta a cada segundo que se passa.

E se ela não aceitar?

E se ela aceitar e terminar comigo depois?

E se ela se sentir ofendida e for embora de casa?

Eu tenho que para de pensar nisso se não vou enlouquecer – mais do que já enlouqueci –, fui até o balcão de pagamento, a atendente fez a conta do vestido, saltos, e o colar e pegou meu cartão de credito, depois de pegar as sacolas, voltei até meu carro guardando tudo no banco de trás, entrando no mesmo e seguindo de volta para casa.

Adentrei em casa, deixando o carro pronto para partir para o restaurante, quando estava prestes a subir as escadas minha mãe – que estava sentada no sofá – me chamou.

- Justin, posso saber o que tem nessas sacolas? – ela perguntou me fazendo parar e engolir á seco.

- Roupas. – falei já subindo novamente.

- Suas que não são você nem gosta tanto de roupa de marca. – ela me conhece, puta que pariu.

- São pra Alice, satisfeita? – perguntei a olhando do topo da escada.

- Não gosto de ver você gastando dinheiro com essa garota. – ela reclamou se levantando e cruzando os braços.

- Espera um pouco, a porra do dinheiro é de quem? – gritei.

- Seu, mas você é ingênuo demais para enxergar que ela só quer te roubar. – ela gritou de volta.

- Para, que caralho, quem paga todas as contas dessa porra dessa casa sou eu, você vive as minhas custas e acha que tem moral pra falar dela? – gritei mais alto ainda.

- Eu sou sua mãe, veja bem como fala comigo. – ela disse abaixando seu tom de voz.

- Por ser minha mãe, deveria estar feliz por eu ter encontrado uma garota que preste. – falei tão baixo que não tenho certeza de que ela ouviu.

- Você acha que ela presta? – ela perguntou gritando colocando as mãos na cintura.

Se Pattie não fosse minha mãe juro que dava um tiro na testa dela, quem ela pensa que é pra falar de Alice? O dinheiro é meu e eu gasto com quem eu quiser, para tentar controlar a raiva, cerrei meus punhos e a deixei falando sozinha enquanto terminava de subir as escadas.

Pronto, já estou puto da vida – preciso ver aquela garota urgente – coloquei as sacolas em cima de sua cama olhando em volta, parece que ao ver as bonecas, as almofadas rosas e brancas, os exemplares de romances que ela tanto ama, os perfumes, os ursos de pelúcia, senti que realmente gosto dela.

Peguei meu celular do bolso da calça e enviei uma mensagem pra ela.

Hãm, eu queria pedir com educação para a senhorita voltar logo pra sua casa... Já está tarde.

Depois de alguns minutos recebi a mensagem dela.

Alice
Já estou entrando no carro SENHOR.

Respondi na mesma hora. O que está acontecendo comigo?

Acho bom mesmo, quando chegar tem uma surpresa pra você na cama, agora tchau gata, te vejo mais tarde, Ben vai te levar em um lugar.

Alice
Que lugar? Quem é Ben? Que surpresa?

Você enche meu saco até por mensagem.

Alice
Você me ama que eu sei.

Não se iluda.

Alice
Nossa essa doeu até na alma.

Profundo né?

Alice
Demais.

Resolvi não mandar mais mensagens e desci as escadas correndo, pulei um sofá e corri até meu carro, meu desespero de ver minha menina piorou quando ela me chamou de senhor, o carro parecia diminuir cada vez que afundava meu pé no acelerador, o calor era insuportável, isso que é o amor? Acho que não, espera, eu não amo ela, eu só quero ver o que rola, não tem nada demais nisso.

Chris POV

Justin me mandou levar pelo menos uns 10 capangas comigo, mas prefiro fazer o serviço sozinho, assim não chamo tanta atenção, e não gosto de ninguém empacando na minha frente se precisar correr, já levei gente comigo antes e levei um tiro por isso.

Quando Justin subiu para se arrumar para o tal jantar, eu fui embora me preparar, não gosto que nada saia dos meus planos, gosto de tudo do meu jeito... Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa básica, meu tênis e coloquei minha 9 mm no cós da calça, desci as escadas com minha mochila de armas na mão.

Coloquei a mesma no banco de passageiro do carro, sentei no do motorista, ouvir o motor da minha BMW i8, só aumentou minha felicidade, o caminho até os galpões é fácil, sem muito mistério, a viagem demorou uns 20 minutos, logo entrei com o carro em uma estrada de terra, nela tinha marcas de pneu, alguém passou por aqui não faz muito tempo.

A uns 12 metros de distancia do galpão, estacionei o carro, peguei a mochila e coloquei nas minhas costas, tirei minha 9 mm no cós e a carreguei na mão, entrei por entre as árvores tentando me esconder, joguei a mochila no chão, abri a mesma e peguei o binóculo e mirei até o galpão, do lado de fora tinha pelo menos uns 15 homens, todos de preto, pendurei a corda do binóculo no pescoço, peguei uma bomba de gás toxico e a joguei contra o grupo de homens.

Logo a fumaça se espalhou e eu entrei em ação, coloquei a mascara, peguei mais uma 9 mm e coloquei na mão que sobrava, peguei uma metralhadora a pendurando nas costas, entrei no campus que dava acesso á entrada do grande galpão de luxo, avistei três homens e os matei, tudo silencioso e calmo, os outros homens nem viam de onde vinham os tiros pois logo estavam no chão, passado cinco minutos e todos estavam mortos.

Como usei silenciador nas armas, tudo estava calmo, como se nada tivesse acontecido, fui para parte de trás do galpão, encontrei um tipo de janela de porão, virei de costas para parede e fui metendo o pé na pequena janela, logo não existiam mais vidros, ajoelhei no chão colocando uma perna, depois a outra, logo entrando no pequeno quartinho.

Estava tudo escuro, fui andando até a pequena escada que dava acesso a parte de dentro do galpão, abri a porta a fazendo ranger, quando vi o que tinha do lado de dentro fiquei impressionado, era várias mesas com computadores ligados, um para cada homem – que não eram poucos – fui andando devagar, tirei minha metralhadora e comecei minha obra de arte, tudo silencioso, os gritos eram abafados pelas paredes grossas do galpão.

Depois de tudo acabado, fui até um tipo de escritório, tudo estava em um silencio absoluto, fechei a porta e dei três passos, parei ao ouvir um soluço, mas o mesmo foi cessado, cerrei os olhos desconfiado, prestei mais atenção e ouvi uma respiração ofegante, não protestei em esboçar meu sorriso maligno.

Andei até a grande mesa de Mogno moderna que havia na sala iluminada, logo abaixo dela onde se colocava os pés, havia um garoto que aparentava ter no mínimo 18 anos, eu via pânico através dos seus olhos verdes – que estavam com a pupila dilatada por falar nisso –, o puxei pelo cangote da camiseta preta de rock metaleiro e o coloquei sentado na cadeira de frente para mim.

- Bom campeão, se você não quiser morrer, vai me responder, entendeu? – perguntei, mas ele se manteve em silencio. – Entendeu? – gritei perguntando novamente.

- S-sim senhor. – ele respondeu gaguejando.

- Ok, então vamos lá, seu chefe se chama Turner Perez certo? – perguntei o fazendo concordar com a cabeça. – Onde ele está?

- Ele não esta no país. – ele disse tremendo.

- Não perguntei se esta nesse lixo ou não, perguntei onde ele está. – falei sendo grosso e ele engoliu seco.

- Olha senhor, eu não sei de nada, eu ajudo a montar os equipamentos, não faço nada demais, eu jogo videogame o dia todo e ainda moro com minha mãe, só me deixa ir pra casa, por favor, olha, eu, eu... – ele disse gaguejando e perturbado.

- Me poupe de detalhes garoto, só quero saber o que tu sabe sobre aquele imundo. – falei o cortando.

- Eu sei que ele não esta nos Estados Unidos, ele não mora aqui, mas vem ver como estão as coisas todo fim de semana, ele vem com uma garota bonita, uma morena, ela é muito metida, acho que ele mora na França, ah e sei também que ele está tentando matar o Bieber, mas duvido muito que consiga, aquele sim é foda. – ele respondeu falando rápido.

- Você sabe quem é essa garota?

- Não, ela é filha dele, mas nunca escutei o nome dela, dizem que ela é filha de uma vadia que ele pegou em uma boate e acabou engravidando ela.

- Entendi, o que mais você sabe? – perguntei.

- Só sei isso, eu juro, eles não me contam nada, eu fico escutando as conversas e acabo juntando as peças, mas eles não me contam nada. – ele disse com medo.

- Tudo bem, como eu cumpro com o que falo, vou te deixar ir embora, mas se eu tiver problemas com você, eu vou destruir essa vidinha miserável que você tem, e te buscar no inferno todas as noites apenas pra sentir de novo o gosto que eu sinto quando te mato, estamos entendidos? – perguntei e ele arregalou os olhos.

- S-sim S-senhor. – ele falou em pânico e correu pra fora do galpão.

Peguei meu celular e disquei o número de Chaz, que no segundo toque atendeu.

- Fala brô.

- Chaz, eu preciso de um favor seu irmão. – falei e ele suspirou cansado.

- Manda bala. – ele disse.

- Eu quero que você consiga a senha do cofre que tem aqui no galpão.

- Nossa Chris, eu estava dormindo mano. – ele reclamou.

- Pô Chaz, me ajuda cara, se chegar mais homens aqui eu morro, e não vou ter nem velório. – fiz drama.

- Para de dramatizar seu puto, você está no 1 ou no 2? – ele perguntou.

- No 1, aqui tem um cofre, quero que descubra a senha. – expliquei e ele bufou.

- Só por isso, quero comer as melhores putas hoje. – Chaz falou me fazendo rir alto.

- Eu te dou o puteiro inteiro, mas descobre isso logo.

Depois de uns 15 minutos, Chaz descobriu a senha, me fazendo ficar bem feliz.

- Eai brô, a senha é AM99.

- Valeu. – falei desligando.

Andei pela sala a procura do cofre, procurei em tudo – tudo mesmo –, até que pisei em um piso que rangeu, dei um passo para trás novamente, o barulho se repetiu, me ajoelhei e puxei o tapete, dando visão de um piso preto com um botão em vermelho, apertei o botão e o piso se abriu, como se fosse uma pequena porta.

Um pequeno monitor apareceu, lá tinha cinco letras e cinco números, A, J, M, K, O, e, 1, 8, 6, 4, 9, apertei a letra A e M, e os números 9 duas vezes, uma luz verde brilhou revelando as barras de ouro e os montes de dinheiro que o cofre continha, mas a melhor parte era os valiosos documentos que estavam lacrados no cofre.

Coloquei todas as barras, o dinheiro e os documentos pra fora, corri até meu carro o levando até a entrada do galpão, fui até minha mochila a pegando e jogando dentro do carro, fui pegando barra por barra e monte por monte, depois de tudo dentro do carro, peguei a gasolina no porta malas e a caixa de fósforo, comecei a despejar a gasolina dentro e fora do primeiro galpão, acendi um palito e o joguei na gasolina, vendo as chamas se espalhar.

Fui andando até o outro lado do campus, lá tinha o segundo galpão, fiz o mesmo processo e entrei no carro, vendo os dois galpões queimarem, dei ré e peguei a pista, pronto, ganhei o dia já.

Os documentos estavam no banco do passageiro, eles estavam em pastas lacradas com um tipo de feixe de plástico, uma navalha deve abrir fácil, quero descobrir do que se trata rápido.

Alice POV

Depois de deixar Sally e Brandon em suas casas, cheguei em casa 18:55h, quando entrei, Pattie estava dando ordens para Melissa, uma menina que trabalha aqui, ela tem uns 16 anos, ajuda a mãe com os serviços, pelo jeito já passou do horário de serviço, pois ela está de pijama.

- Quero que você limpe meu quarto agora, está uma sujeira, e faça direito. – ela mandou a olhando com superioridade.

- Sim senhora, só me deixe por meu uniforme de novo. – ela respondeu baixo.

A raiva me pegou por completo, quem essa bruxa pensa que é?

- Melissa, vá para seu quarto descansar, já passou do seu horário de serviço. – falei fazendo Pattie se virar para mim.

- Ela vai limpar meu quarto garota, não se meta onde não é chamada. – ela respondeu me fulminando com os olhos.

- Já passou do horário dela, amanhã ela ajuda a mãe dela a limpar, mas hoje não.

- Você não manda em nada dessa casa, sua imbecil, ela vai limpar hoje, minhas amigas vão vir me visitar, quero aquilo brilhando.

- Eu posso não mandar em nada, mas o horário dela já passou, então se quiser seu quarto ‘’brilhando’’, limpe você mesma. – falei fazendo aspas com os dedos.

- Quem você pensa que é vagabunda? – ela gritou indo em minha direção.

- Se encostar um dedo em mim, vou ter que contar pro Justin. – falei me defendendo.

- E em quem você acha que ele vai acreditar, na mãe dele ou em uma puta como você?

- Já não está obvio? – perguntei deixando a dizer que ele acreditaria em mim.

- Um dia sua mascara vai cair Alice, eu sei disso. – ela falou cerrando os dentes.

- Então, por enquanto que ela não cai, tenho que ir para meu quarto, sabe, pra ver o que Justin comprou pra mim, ah, além daquele carro maravilhoso. – disse sorrindo falso e o queixo dela foi ao chão.

Subi as escadas deixando aquela vaca pálida, lógico que não quero presentes de Justin, não sou interesseira ou algo do tipo, mas precisava provocar ela na mesma moeda, ela agora deve estar querendo me matar, mas essa era a intenção, estou até com medo da surpresa de Justin, mas sei que ele não me faria mal algum – eu acho.

Quando entrei no meu quarto, olhei para cama e lá tinha duas sacolas da Louis vuitton, abri a primeira e tirei de lá um Cropped perfeito, a saia era em um azul acinzentado e a blusa era de mangas compridas toda preta, com um detalhe aberto de X na parte de trás.

Abri a segunda, era uma caixa, lá tinha um par de saltos alto vermelho, eram lindos, ouvi dois toques na porta, me fazendo dizer um breve entre, um segurança entrou dizendo que era pra eu estar pronta ás 20;00h, que ele iria me levar até Justin.

Corri para o Box, tomando um banho quente, resolvi hidratar meu cabelo, me enrolei na toalha e coloquei uma no cabelo, fui até meu closet, deixando a toalha no chão, peguei um conjunto de lingerie branco, não é exagerado, mas é bem bonito, Justin deve gostar.

Passei meus cremes hidratantes, borrifei um pouco de perfume, tirei a toalha do cabelo, peguei o secador e o sequei rapidamente, logo os cachos suaves foram se formando, peguei o Babyliss e os deixei mais acentuados, fui até a cama e vesti o conjunto, me sentei na ponta e calcei os saltos.

Andei até minha penteadeira, me sentando na cadeira aveludada que tinha na frente, peguei o corretivo e espalhei em meu rosto, depois de todos os detalhes da pele prontos, resolvi arriscar em fazer um esfumado preto, o que me deixou diferente, me surpreendi com o resultado, acho que estou me achando mais mulher.

Retoquei com iluminador e passei um batom nude nos lábios, dica básica, nunca, jamais, faça olho forte e boca forte, só em caso de querer parecer uma puta, fora isso, nunca faca isso, passei mascara de cílios, coloquei meus dois anéis, e minha pulseira.

Peguei meu celular em cima da cama e o levei junto, decidi não levar bolsa, não estou afim de carregar peso, borrifei mais um pouco de perfume e soltei os grampos do meu cabelo, soltando os cachos perfeitamente ondulados sobre meus ombros, reparando bem no meu cabelo, estou vendo que preciso retocar minhas luzes, eu odeio o loiro sem graça, ai faço luzes pra dar um up na cor.

Desci as escadas e o mesmo segurança que me avisou, estava na ponta me esperando, ele esticou a mão para me ajudar a descer, pra não ser sem educação segurei em sua mão, ele me levou até um carro enorme preto, era lindo, entrei e ele ligou o rádio.

Depois de certo tempo chegamos ao restaurante – que por sinal era lindo –, saí do carro, tentando ao máximo descer a saia, olhei com mais atenção e tive a impressão que o restaurante estava vazio.

Miami é o tipo de cidade que mesmo de noite faz um calor imenso, por isso já comecei a sentir minhas mãos suadas, me aproximei da porta de madeira polida, na qual a mesma se abriu, meus saltos faziam um barulho no chão um tanto sexy, ou irritante mesmo, isso, irritante.

Quando entrei por completa dentro do local, o ar condicionado estava ligado, fazendo meu corpo se arrepiar com o choque térmico, mas estava uma delicia comprado ao forno do lado de fora, comecei a reparar no local, era super arrumado, as cadeiras eram brancas, com contraste bege, as toalhas na mesa, eram em um branco impecável, os lustres no teto eram lindos, mas o que mais me chamou a atenção foi a pintura no teto representando a época de Napoleão Bonaparte, eu amo história, então conheço bem o que está nessa parede.

O restaurante estava vazio, como imaginei, meu olhar foi parar em um garoto – metido a homem, com um lindo sorriso, um belo par de olhos cor de mel, e um corpo que vou te falar viu –, que estava sentando em uma mesa, a única que tinha uma vela acesa, fui andando em sua direção e seu sorriso aumentava a cada passo meu dado.

- Oi. – falei tímida olhando pro chão.

- Oi. – ele disse se levantando e pegando em minha mão.

Justin abaixou a cabeça e beijou minha testa, sua respiração estava ofegante, pelo jeito ele estava nervoso – digamos que eu também esteja –, mas não vou demonstrar isso, seus braços fortes me puxaram pela cintura, e suas mãos desceram para os meus quadris, os apertando.

- Fiquei com saudades hoje. – ele sussurrou contra meu ouvido, me deixando arrepiada.

- Eu também. – disse da mesma forma, o fazendo me puxar para mais perto.

- Vem cá.

Justin pegou em minha mão e puxou a cadeira para eu me sentar, ele deu meia volta e se sentou em minha frente, seus olhos estavam escuros, com a pupila mais do que dilatada, meu olhar desceu para seus lábios, o vendo morder o inferior e o prender entre os dentes.

Senti meu ventre pinicar ao ver aquela cena, – graças a Deus – o garçom veio nos atender, ele perguntou o que gostaríamos de beber antes do jantar, Justin falou que um vinho Pomerol Bouteille, eu não sei falar muito bem francês, mas eu me esforçava na escola, então consigo falar algumas coisas.

Percebi o olhar de Justin em mim, então me mantive olhando para vela.

- Não vai falar nada? – ele perguntou me fazendo ficar zonza.

- Não sei o que falar, esse é o problema. – disse rindo e ele me acompanhou.

- Me conta sobre seu passado. – Justin pediu.

- Ah, não tem nada demais nele. – falei enrolando uma mecha do cabelo entre os dedos.

- Conta, por favor. – ele insistiu.

- Tá, hãm, por onde começar... Eu morava no Brasil, como você já sabe, nasci em São Paulo, ganhei minha primeira bicicleta com quatro anos, e perdi meu pai com cinco, foi uma infância meio perturbada, não é fácil crescer sem o pai, não tenho muitas lembranças dele, pois ele nunca estava em casa, estava sempre no trabalho ou algo assim. – falei.

- Quando chegava em casa, ele só brigava com minha mãe, eu me escondia dentro do meu guarda roupa, lá era meu cantinho preferido, até que quando fiz cinco anos, ela disse pra mim que ele tinha morrido, não teve velório, não teve nada.

Como Justin ficou calado, continuei.

- Nós nos mudamos pro interior de São Paulo, lá entrei em uma escola boa, sempre fui bastante dedicada aos estudos, e sempre minha mãe me pressionava pra estudar mais e mais, não a culpava, ela queria um futuro pra mim diferente do que ela teve.

- Aham. – Justin estava realmente interessado.

- Eu ganhei uma bolsa pra entrar nessa escola, entrei nela com sete anos e fui até os 17, lá conheci várias meninas, e meninos também, foi com doze que conheci Miguel, com quatorze minha mãe conheceu James em um supermercado, até que eles começaram a sair e se casaram, com quinze, é você sabe. – falei me lembrando do estupro.

- Sim, não precisa falar dessa parte se não quiser. – Justin disse apreensivo.

- Não, tudo bem, eu não me incomodo mais com isso, ah, nesse dia eu não sabia o que realmente iria acontecer, eu era muito inocente, eu sei que ainda sou, mas eu era bem pior, então ele meio que se aproveitou disso e fez o que fez, hoje eu não sinto mais pena de mim mesma, mas antes eu não podia nem lembrar disso que já começava a chorar.

- Ai com 17 viemos embora pra Miami, minha mãe já estava de saco cheio do Brasil, e James precisava voltar então ele nos trouxe, foi bom pra mim, porque não tive mais que ver a cara do Miguel, mas por outro lado, eu só tinha meus pais aqui, e os perdi. – disse já sentindo meus olhos arderem.

- Você não tinha só seus pais Alice, você tinha a mim também. – ele falou colocando a mão sobre a minha.

- Justin, você me odiava, eu tinha só os dois.

- Não, eu não te odiava, só não gostava de demonstrações de afeto, e ainda não gosto, mas vai continua, ta muito bom. – ele disse apoiando a cabeça entre as mãos, muito fofo.

- Ah é isso, agora o resto você já sabe, vim morar nos Estados Unidos e acabei me apaixonando por um ogro. – falei sem pensar tampando a boca.

Justin ficou me olhando por certo tempo, ele parecia estar pensando no que falar, provavelmente estava pensando em como dar uma resposta bem sarcástica ou algo do gênero, mas o que ele falou, eu juro, eu não esperava por aquilo.

- Ah, eu me apaixonei por uma donzela, ela é muito delicada.

- Eu falei aquilo sem pensar Justin, desculpa se te ofendi. – falei tremendo com medo de ele ser o idiota de sempre.

- Não, Alice, não precisa se desculpar, eu também gosto de você. – ele disse, mas logo pareceu se arrepender. – Quer dizer, eu não gosto, mas te admiro muito.

Admiro muito? Sério? Nossa isso definitivamente ACABOU com minhas esperanças, mas no que eu estava pensando? Que Justin iria se apaixonar por mim como eu estou por ele? Que Justin iria me pedir em namoro e que seriamos felizes? Ah por favor, Alice, seja menos ingênua, odeio esse meu defeito.

- Nossa, obrigada. – falei sorrindo amarelo.

Eu sinto meu estomago revirar, não estou bem, como ele pôde me falar um troço desses? É melhor eu parar de pensar nisso, porque se não vou vomitar.

Justin POV

Como eu só falo bosta, admiro muito? Que porra é essa Justin? Fala logo que você tá gostando dela caralho, ótimo, agora dei uma de louco e estou falando comigo mesmo.

Cara, eu sou um fodido mesmo, a garota toda ansiosa por um sinal, mas como sou um idiota egoísta, só pensei em mim mesmo.

- Alice, eu me expressei errado, não estou acostumado com isso, me desculpa, olha, eu gosto de você, gosto mesmo. – falei gaguejando na esperança de um sorriso que só ela sabe dar.

- Justin, eu não sei o que pensar, não sei nem o que eu sinto de verdade. – ela disse me fazendo engolir seco.

Pronto, que ótimo, se nem ela sabe, imagina eu, e se ela não gostar de mim? E se ela me deixar na primeira semana? Por que isso tinha que ser tão complicado?

- Eu quero algo á mais com você, quero tentar algo. – falei e ela ficou vermelha.

- Tentar o que? – ela perguntou.

- Eu não sei, tentar mais que isso. – falei apontando para nós dois.

- Você quer dizer, namorar?

- Acho que sim, a gente ia vendo no que rola, se der certo, vamos seguindo. – falei e ela sorriu mostrando suas covinhas brasileiras.

- Mas e se não der certo?

- Vamos continuar como está hoje, uma amizade colorida. – falei e sua expressão suave mudou para decepção.

- O que te faz pensar que temos uma amizade colorida? – ela perguntou com cara de duvida.

- Ah, nós transamos direto e não estamos em um relacionamento concreto. – falei sendo sincero e ela abriu a boca formando um O.

- Justin, como você é patético. – Alice disse se levantando.

- Mas Alice, calma, eu não quis dizer isso...

- Não quis dizer o que? Que sou uma puta? Uma vadia? – ela perguntou me cortando.

- Eu não quis dizer isso, esquece essa parte, por favor, por que você tem que complicar tudo?

- Com licença senhor Bieber, aqui está o vinho. – o garçom me interrompeu colocando vinho nas duas taças.

Alice se sentou rápido, envergonhada como sempre, o garçom a olhou e sorriu, o que me deixou puto, ninguém pode sorrir pra ela a não ser eu, sabia que não devia ter trazido ela aqui, enquanto o liquido era despejado na taça de vidro, meus olhos se encontraram com os de Alice, senti um choque térmico passar pela minha espinha, caralho, que olhos são esses? Eu nunca parei pra reparar muito neles, só reparava na sua bunda, e olha, que bunda em.

Quando o bosta do garçom se retirou, Alice me olhou brava era até engraçado ver ela desse jeito, não tive como conter meu riso, o que obviamente a deixou mais brava ainda.

- Do que você está rindo, idiota? – ela perguntou bufando, e cruzando os braços.

- Nada ué, não pode nem rir mais? – perguntei e ela me olhou com desdém.

- Eai, vai se decidir? – perguntei sem rodeios.

- Eu não sei, se você for grosso e estúpido comigo, não quero tentar nada.

- Juro que não vou ser. – falei.

- Nunca jure, eu não gosto.

- Pode deixar. – falei rindo de leve. – Prometo lembrar disso.

Peguei o cardápio na mão, os pratos eram super bem feitos, aqui é muito bom, decidi escolher um Confit de canard e o magret de canard.

Alice acabou pegando a mesma coisa, não gosto muito de pato, mas até que é bom, uns cinco minutos de puro silencio, os pratos finalmente chegaram, estou vendo que isso não vai dar certo, eu não devia ter feito isso, ela nem gosta de mim.

- Eu aceito. – Alice disse me pegando de surpresa me fazendo derrubar o garfo no prato.

- Aceita? – perguntei rápido não contendo a felicidade.

- Sim, mas com uma condição. – ela disse e eu quase comi ela nessa mesa mesmo.

- Qualquer coisa. – falei e elas mordeu o lábio inferior, me fazendo apertar minha calça.

- Eu não quero chorar nenhuma vez, eu só quero sorrir, se eu chorar, acabou tudo. – ela disse me fazendo ficar nervoso.

Eu sei que posso fazê-la feliz, mas também sei que vou fazê-la chorar demais, eu não sei demonstrar carinho, e vai ser difícil no começo, ela tem que me entender porra, ah, isso não vai dar certo, ela vai me deixar, eu já estou até vendo, eu me drogando e chorando de novo por mulher, vai toma no rabo.

- Eu vou tentar, mas vai ser difícil você sabe, você tem que ir me mudando também né, você tem que tentar entender. – falei e ela me olhou em pânico.

- Mas Justin, você vai ter que pensar antes de falar bosta. – ela falou me olhando com medo.

- Eu vou pensar, eu ju... Prometo. – falei me lembrando de minutos atrás.

Depois de terminarmos de comer, me levantei da mesa.

- Aonde você vai?

- Fica aqui, já volto. – falei e beijei seus lábios.

Fui até o balcão de pagamento, peguei a rosa vermelha que deixei separada, voltando para perto de Alice, fiquei em sua frente e estendi a rosa.

- Você promete tentar me amar? – falei enquanto ela pegava a rosa.

Alice me olhou um pouco receosa, passou a língua entre os lábios e me olhou novamente com aqueles olhos em um azul intenso.

- Prometo desde que você tente não me magoar! – ela falou se levantando e aproximando nossos rostos.

Nossas testas estavam coladas, sua respiração quente e ofegante batia contra o meu rosto, e isso só serviu para me deixar mais duro do que já estava, eu não quero me arrepender, e sei que não vou, olha só como ela me deixa, nenhuma mulher conseguiu me deixar excitado com apenas palavras, sempre ouvi dizer que palavras tem poder, sem duvidas, as de Alice tem muito poder sobre mim, cassete, como ela é perfeita.

Ela olhou para meus olhos e desceu para minha boca, cheguei mais perto e puxei seu lábio inferior entre meus dentes, a fazendo gemer em resposta, isso é musica para os meus ouvidos, coloquei minhas mãos em sua cintura a puxando para mais perto do meu corpo, hoje o que eu mais quero é senti-la e esquecer de todos os problemas, quero esquecer de Turner, de mortes, de tudo e todos, só quero lembrar dela, de nós.

- Vamos embora. – disse com a boca quase colada na dela.

- Sim.

- Ah a propósito, você está linda, linda demais. – falei a fazendo ficar vermelha.

- Você também não está nada mal. – ela disse olhando para minha boca.

Tá, ela também deve estar doida pra dar pra mim, como eu estou louco pra comer ela, o restaurante parecia estar diminuindo de tamanho a cada puxada de ar que meus pulmões pediam, fui de mãos dadas com ela até Hardif, para pagar a conta, paguei e Alice agradeceu  sempre sendo delicada, eu mereço ela?

Turner POV

Filho de uma puta arrombada.

- DESGRAÇADO. – gritei jogando a garrafa de uísque contra parede.

- EU VOU TE MATAR BIEBER, VOU TE RASGAR INTEIRO COM UMA LAMINA DE BARBEAR FILHO DE UMA CADELA.

- Calma pai, já chega. – minha filha disse me puxando.

- Não me chama de pai cadela, não é só porque engravidei a vadia da sua mãe em uma boate que sou seu pai, agora sai da minha frente. – falei e os olhos dela se encheram d’água.

- Você bem que mereceu o cifre que tomou da sua ex mulher. – ela disse me fazendo lembrar daquela época.

- CALA A BOCA SUA PUTA. – gritei dando um tapa forte em sua bochecha direita. – VAI PRO SEU QUARTO, ANTES QUE EU TE MATE.

A morena vulgo minha filha desapareceu da minha vista em segundos, me sentei bufando no sofá e disquei o numero de Nate no celular.

- Fala chefe. – ele disse com voz de sono.

- Vem pra cá agora, tenho um serviço dos bons pra você. – falei desligando.
Justin se prepare, o que é seu está guardado.

{...}

Depois de esperar no máximo 20 minutos, Nate chegou, se sentou no sofá de frente para mim e ficou me olhando esperando uma resposta.

- Nate, eu quero fazer um plano com você. – falei e ele sorriu maligno.

- Bieber? – ele perguntou já adivinhando.

- Exato, quero que você finja estar procurando emprego de segurança, você vai mostrar um pouco das suas habilidades e vai ser aceito, com o tempo você vai se tornar mão direita do Justin, quero informações sobre tudo, tudo mesmo, assim vou matar eles, um por um do império Bieber, menos a garota, ela é minha. – falei e ele concordou.

- Quanto vou ganhar? – Nate perguntou sem rodeios, por isso que gosto dele.

- 86 mil primeiro, depois vêm por mês. – falei e ele fez que sim com a cabeça.

Alice POV

Quando Ben nos deixou em casa, fomos direto para o andar de cima, já eram mais das dez da noite, a casa parecia estar vazia, até que ouvimos risadas vindas do quarto da dona Pattie, ela deve estar com as tais amigas dela, será que ela limpou o quarto?

- Vem, vamos pro quarto. – Justin sussurrou beijando meu pescoço e apertando minha bunda por debaixo da saia.

- Sua mãe está em casa com as amigas dela Justin, não podemos fazer isso com elas aqui. – disse e ele me beijou.

- Lógico que podemos, por favor, essa calça já ta super apertada, fiquei com saudades o dia todo, eu preciso de você. – ele disse mordendo meu pescoço.

- Justin, se controla. – disse rindo e ele me apertou contra parede.

- Alice, eu fiquei estressado hoje, vem me fazer relaxar, vem amor. – ele falou contra meu ouvido, descendo sua mão até minha calçinha.

Meu coração disparou com uma simples palavra, sei que pra ele não significou nada, ou significou? Ah, ele mesmo disse que estamos namorando certo? Então acho que posso chama-lo assim também.

- Justin. – falei prendendo a respiração quando ele tocou meu clitóris.

- Ou vai ser lá no quarto, ou aqui, você que escolhe, mas sem uma foda com você eu não fico, eu preciso de você agora. – Justin falou olhando em meus olhos, mordendo os lábios.

- Prefiro lá no quarto. – falei imaginando Pattie nos flagrando no corredor, seria engraçado.

- Você que manda.

Justin me deu impulso e entrelacei minhas pernas em sua cintura, ele foi nos guiando até o quarto, no qual trancou a porta, quando me sentou na beira na cama, ele me olhou com um olhar de pura malicia.

- Alice, eu queria fazer uma coisa nova dessa vez, essa querendo ou não vai ser diferente, vamos fazê-la com amor.

- Coisa diferente? –perguntei confusa.

Justin veio até mim e tirou minha saia, logo tirando meus saltos e minha blusa, me levantou e me levou para o banheiro, onde se encontrava o enorme espelho, por qual me apaixonei na primeira vez que vi, Justin rapidamente tirou suas peças, ficando só de cueca, ele se posicionou por trás de mim, segurando em minha cintura, e nos fazendo olhar para o espelho.

- Eu quero que você veja tudo o que vai acontecer com você, quero que veja o que só eu sou capaz de fazer com você e quero que veja como você reage aos meus toques. – ele disse me fazendo ficar arrepiada.

Justin foi deslizando os dedos até minha calcinha, a mesma que ele fez questão de rasga-la por completo, minha visão começou a ficar mais pesada, meu corpo já começou a esquentar de uma forma constrangedora, odeio me entregar a ele dessa forma.

Quando seus dedos quentes tocaram meu clitóris, meu corpo deu um impulso para trás, fazendo minha bunda roçar em Justin, o fazendo gemer meu nome baixo, joguei minha cabeça para trás, a deitando no ombro de Justin.

-Olhe para o espelho porra. – ele rosnou puxando um maxilar para baixo.

Seus movimentos começaram a aumentar, me fazendo delirar em seus dedos, com uma mão ele me segurava e com a outra, ele me conduzia até o céu, segundos depois, gozei em seus dedos, Justin os levantou e me fez chupa-los, certo, ver tudo isso, me deixou bem mais excitava do que já estava.

- Gostou? – ele perguntou me virando de frente para ele.

- Claro. – falei e ele me puxou para cama.

- Deita, hoje eu quero matar a saudade, vou te lamber inteira. – ele falou me fazendo estremecer.

Nunca gostei dessas palavras sujas, mas saindo da boca dele, elas se tornam deliciosamente deliciosas, Justin subiu em cima das minhas pernas, e retirou meu sutiã, logo em seguida, lambendo meus seios, isso era relaxante, me mantinha calma e segura, logo foi arrastando os lábios por minha barriga, e chegando a minhas coxas.

Beijou e chupou a parte inferior de cada, logo em seguida descendo para meu sexo, aquilo realmente era muito bom, Justin decidiu não enrolar muito nas preliminares, pois o que precisávamos era um do outro, ele subiu novamente beijando cada centímetro do meu corpo.

- Quero que você venha dormir todos os dias aqui no quarto comigo. – ele disse enquanto esticava o braço para pegar o pequeno envelope platinado. – E também quero que comece a tomar pílula, não quero mais usar isto.

- Mete logo e cala a boca. – falei e ele riu alto.

- Sim senhora. – ele disse e me penetrou fundo e forte.

- JUSTIN. – gritei o fazendo tampar minha boca, enquanto dava umas investidas fortes.

- Cala a boca Alice, aguenta. – ele falou me fazendo ir ao inferno e voltar, aquilo era delicioso.

- Hum-hum... – gemia e o sorriso de Justin aumentava constantemente.

- Fala comigo amor. – ele implorou erguendo mais minhas pernas as colocando em suas costas.

- Justin... – falei com a voz trêmula, mordendo o lábio. – Justin, mais rápido.

No mesmo instante ele aumentou a velocidade em um ritmo perfeito, nos fazendo chegar em questão de três minutos ao orgasmo, a sensação é indescritível, nossas respirações estavam ofegantes, Justin começou a beijar meu queixo.

- Tenho uma coisa pra te dar. – ele disse depois de um tempo.

Justin se levantou indo para o closet, nem percebi que meu celular estava no criado mudo ao lado, o peguei e vi que tinha duas mensagens de Caitlin e já eram onze e meia da noite, decidi só ler as mensagens que Cait amanhã, quando devolvi meu celular ao local, Justin estava vindo em minha direção, com um tipo de corrente de ouro, era linda, tinha uma pequena coroa pendurada, era idêntica a tatuagem que Justin tem, amei.

Me levantei e Justin me rodeou, ficando por trás do meu corpo,  colocou meu cabelo com os cachos desmanchados para o lado, colocando em mim a corrente,ela era linda e caia perfeitamente no inicio do meu colo.

- É linda. – falei e ele me virou.

- Você é linda. – ele disse beijando minha testa.

-Justin... Eu... Eu – eu não consegui terminar a frase, isso simplesmente não sai.

Porra Alice, EU TE AMO JUSTIN, só fala isso.

- Tudo bem, quando estivermos prontos, vamos conseguir, não adianta forçar uma barra. – ele falou entendendo tudo.


É, pelo menos nos meus pensamentos eu consigo, EU TE AMO Justin.    







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                                                                       Continua?
Obrigada por todos os cometários divinos minhas vacas de cabaré...
Bom, eu queria me desculpar pela grande demora pra postar essa parte dois do capítulo..
Como vocês sabem, eu estudo, não sou uma garota de rua, que vive de Justin biba...Não da certo.
Eu tive uma grande semana de provas difíceis, #odeioquimica, então foi por isso a demora...
Mas agora estou de volta bitchs,com esse capítulo enorme, 23 folhas? É isso mesmo produção?
Sim, é isso mesmo, a respeito do trailer de OOA, ele vai demorar um pouco, até o final da
primeira temporada ele já ta pronto, não, eu não fui irônica.
Eu queria fazer um agradecimento especial pra todas vocês, obrigada por ler cada palavra escrita aqui, obrigada por serem amigas, não apenas leitoras, eu amo cada uma de vocês...
No meio de tantas fanfics, vocês estão lendo a minha também, isso é muito bom, porque me incentiva a continuar postando cada vez mais... Amo vocês...