terça-feira, 30 de junho de 2015

Opposite One Another - Capítulo 8 - I miss them.





Sai do IML com o coração despedaçado, olhava para o chão e não sabia o que fazer agora, não sabia pra onde ir, olhei para as cadeiras e Justin estava sentado, com os braços apoiados nos joelhos, cobrindo seu rosto com as mãos.

- Justin. – o chamei.

Ele continuou sem se mexer, respirando fundo.

- Justin. – o chamei novamente e nada.

Decidi deixa-lo la e ir procurar por Caitlin, fui andando pelos corredores extensos e frios, não estava a achando, então perguntei para um médico que estava analisando uns papeis.

- Doutor, o senhor por acaso viu uma menina de cabelos castanhos, mais ou menos até a bunda, meio baixa? – perguntei.

- Não vi não senhorita. – ele falou.

- Ah obrigada. – disse saindo de lá.

Onde será que Caitlin está, será que ela foi embora, ai meu Deus, com quem eu vou embora agora?

Resolvi voltar para perto de Justin, eles estava de pé enxugando algumas lágrimas com a camiseta.

- Me desculpe não ter te respondido. – ele disse ao notar minha presença.

- Tenho que achar Caitlin para me levar para casa. – disse mais pra mim do que pra ele.

- Nada disso, eu já disse que você vai morar comigo. – ele disse nervoso.

- Claro que não, não vou ser sustentada por você, eu tenho a casa dos meus pais, vou morar lá. – disse firme.

- Eu já disse que vai comigo, será que é tão difícil de entender? – ele gritou puxando meu pulso.

- Justin você está me assustando. – disse tentando me soltar, aquilo estava doendo.

- Quero que vá comigo para minha casa, se eu quero é uma ordem, ninguém me desobedece, com você não vai ser diferente, você vai comigo e fim de papo. – ele disse me olhando e me soltando.

- Mas eu não quero, você não pode me obrigar. – disse com a voz fraca.

- Não quero você sozinha, se não for comigo, não me responsabilizo por meus atos. – ele disse se virando.

- Aonde você vai? – perguntei.

- Pra minha casa. – ele disse já chegando a porta.

- Não me deixa aqui sozinha, Justin, por favor. – disse chorando.

- Então vem comigo caralho. – ele gritou voltando.

- Não precisa gritar comigo, eu só quero meus pais de volta, é pedir muito? – perguntei.

- Eu também os queria de volta, mas infelizmente isso não da. – ele disse pegando na minha mão e entrelaçando nossos dedos.

- Justin, o que vai acontecer amanhã? – perguntei.

- Eu não sei, vamos tentar deixar isso pra trás, se der medo, vai com medo mesmo. – ele disse apertando mais minha mão.

Saímos do IML e finalmente vi Caitlin chorando nos braços de Ryan, aquela cena foi horrível, pois ela sempre tentou evita-lo, e é em momentos como esse que sabemos se as pessoas ainda amam umas as outras.

Chaz e Chris estavam de cabeças baixas, Justin começou a fazer carinhos em minha mão com o polegar.

- Vamos embora todos para minha casa, não quero ouvir uma palavra se quer, quero exatamente todos na minha casa. – Justin disse e me puxou para seu carro.

- Alice, você não vai comigo? – Caitlin perguntou.

- O Ryan veio comigo, ele vai amar sua carona Caitlin, Alice irá comigo, encontro vocês na minha casa. – Justin disse e arrancou.

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

MORTOS

Essa palavra gritava em minha mente, nem tinha mais lagrimas dentro de mim, meu corpo inteiro dói, tento respirar com calma, mas o que me falta são meus pais, não sei o motivo, eles não mereciam isso, eram tão bons.

Fiquei tanto tempo pensando, que acabei me esquecendo de que estava dentro de um carro, olhei para o lado do motorista e Justin parecia pensativo, ele apertava as mãos no volante e olhava para a estrada atentamente.

- Por que eu não posso ir para minha casa? – perguntei com voz a embargada.

- Porque eu quero que vá para a minha casa, se eu quero alguma coisa eu consigo então automaticamente você vai para minha casa. – ele disse rude.

- Você não pode me forçar a nada, eu acabei de perder meus pais, não estou com paciência para aturar você. – disse tremendo.

- Você acha que eu me sinto como em perder o melhor pai que já tive nessa poha de vida? – ele perguntou gritando.

- Eu só quero ir pra minha casa Justin, se você não me levar la, nunca mais falo com você. – ameacei.

- Eu estou pouco me fudendo se você irá parar de falar comigo ou não, só te quero comigo, amanhã voltamos para lá e pegamos suas coisas, você vai morar comigo, quando completar 18 anos você vai embora. – ele disse.

- Eu só faço 18 daqui a 10 meses, não vou morar com você durante 10 meses. – falei irritada.

- Ah você vai, isso a senhorita pode apostar. – ele disse.

Bufei, quer saber, é melhor eu ficar quieta, não quero mais problemas, hoje só quero poder chorar em paz, se é isso que ele quer ok, vou morar com ele durante 10 meses, mas depois disso, vou voltar para o Brasil.

Olhei para as janelas e já estávamos chegando, outra vez estou entrando nessa casa, só fiquei nela dois dias, mas já gostei, ela é enorme, eu só queria poder estar com minha mãe aqui, contando para ela o quanto eu estou amando Miami, o quão bem essa mudança fez pra mim, mas infelizmente, não a tenho mais comigo.

Justin parou o carro e eu abri a porta para sair, andei em direção á porta de entrada, ouvi Justin fechar a porta do motorista com força, fui abri-la, mas estava trancada.

- Eu estou com a chave. – ele disse passando na minha frente para abri-la.

Entramos dentro da casa, continuava do mesmo jeito que estava, a única coisa que mudou, foi o fato de ter uma mesa de sinuca no meio da sala de frente para o mini bar, estava quente lá dentro, eu ainda estava de vestido e saltos.

- Ruth. – Justin gritou.

Segundos depois apareceu uma senhora baixinha, com pele morena, cabelos meios grisalhos, parecia não ser daqui.

- Como posso ajuda-lo senhor Bieber? – ela perguntou educada.

- Leve Alice para o quarto de hospedes, de algo para ela vestir e deixe toalhas limpas para ela tomar banho. – Justin mandou.

- Sim senhor, me acompanhe senhorita. – ela disse me olhando.

- Claro. – disse com voz baixa.

A segui, quando estava prestes a acabar de subir os degraus da escada de mármore, olhei para Justin, seu semblante era triste, ele me olhou e seus olhos pairou em um brilho incrível, olhei para seus lábios e os vi mexer em um SINTO MUITO, não respondi e subi o restante.

- Aqui tem muitos quartos. – disse pensando alto.

- Sim, todas as casas do senhor Bieber são assim, grandes e cheias de cômodos. – ela disse abrindo uma porta meio lilás.

- Bom senhorita, esse é um ótimo quarto, tem suíte e tem um tom lilás, acho que vai gostar, tem um closet, fique a vontade. – ela disse me dando espaço para passar.

- Obrigada. – respondi olhando para baixo.

- Na suíte tem toalhas, já irei trazer roupas. – ela disse saindo.

O que eu estou fazendo aqui meu Deus.....

Tinha um espelho enorme no quarto, me olhei e meu estado era deplorável, sinceramente, fiquei com dó de mim mesma, minha maquiagem estava toda borrada, meu vestido amassado, eu estava gelada.

Me despi e fui em direção ao banheiro, estava doida para tomar um banho e esquecer tudo isso, pelo menos por uma noite.

Entrei debaixo do chuveiro e a água estava quentinha, meus músculos relaxaram e a seguir veio lagrimas e lagrimas, chorei, chorei muito, até não poder mais, tenho segurança, teto e comida apenas 10 meses, como vou me virar depois disso?

Tantas perguntas pra poucas respostas, acho que só o tempo vai conseguir responde-las, sai do banho e olhei para cama, tinha uma camiseta branca, parecia ser de Justin e uma calcinha, não vou usar essa poha nem fudendo, nem imagino quantas putas ele já trouxe pra cá, que nojo.

Pus apenas a camiseta e me deitei na cama, fui procurar meu celular para ver se tinha mensagens, mas acabei deixando dentro do carro de Caitlin, amanha eu pego, não quero conversa com ninguém por hoje.


{...}


- Mamãe, para de me filmar, é sério. – gritei dando risada.

- Você é linda filha, da um sorriso para mamãe. – minha mãe disse.

Dei meu melhor sorriso sem os dentinhos da frente.

- Mamãe, quanto tempo vai demorar pra crescer meus dentinhos? – perguntei.

- Vai demorar um pouquinho minha princesa, mas aproveite, você fica linda assim. – ela disse me abraçando e me dando um beijo.

- Te amo mamãe. – disse a abraçando pelo pescoço.

- Eu te amo mais minha pequena. – disse ela.

- Não, eu te amo mais. – disse rindo.

- Eu te amo muito mais. – disse ela me olhando e passando as mãos em meus cabelos loiros.

Acordei respirando rápido e chorando, eu sinto tanta falta dela, eu amava tanto ela, por que isso foi acontecer, por quê?

Justin POV

Eu sinto tanto a sua falta meu velho, não sei como vai ser daqui pra frente, não sei se vou dar conta disso tudo sozinho, por que você me deixou James, tudo estava indo bem, os negócios estavam indo bem, tudo em perfeito estado, mas você bobeou, por que foi embora?

Infelizmente tive que forçar Alice a ficar aqui comigo, não irei mentir dizendo que não gosto da presença dela, eu gosto, eu me esqueço de chorar ou sofrer, para cuidar dela, eu vou mantê-la comigo durante 10 meses, depois disso, ela será livre, livre para ir ter sua vida, tentar ser feliz.

- Justin, temos que ver os assuntos do velório dos dois. – Chaz sempre sendo Chaz.

- Não vou resolver nada agora, amanha eu vejo isso ok. – disse bebendo mais um gole de Whisky.

- Você que sabe. – ele disse triste.

Um silencio total, ninguém ousava falar nada em respeito a eles, Caitlin ficava sentada no sofá olhando para o chão, aquela situação já estava me assustando, mas eu não queria ousar em falar também, acho que diminui a dor quando estamos em silencio.

- Vou ver Alice. – Caitlin disse se levantando.

- Você não vai ver ninguém Caitlin, Alice já está no nono sono, a deixe descansar um pouco, hoje foi um dia e tanto para nós, imagina para ela, que era filha de uma das vitimas. – disse rude a olhando.

- Ela era filha das duas vitimas Justin, entenda isso. – Caitlin gritou chorando.

- Para de gritar, chega, para com isso, vocês não estão vendo o grau da situação, vocês estão brigando sobre quem vai ver quem, ou o caralho a quatro, parem com isso, James e Raquel morreram, meu mestre morreu, seus imbecis, quer saber, foda- se tudo, eu não ligo mais pra nada. – gritou Ryan chorando e correndo para seu carro.

- Ryan tem razão, vocês dois deveriam parar com isso e serem adultos o bastante para enxergar que tem coisa errada, eu amava tanto o James, e ele se foi, será que vocês não entendem isso? – perguntou Chaz.

- Ok, chega, para de ficar tacando isso na minha cara falou. – falei rude e subi para meu escritório.

Agora vou ter um encontro maravilho com minhas rainhas brancas.
   



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                                                                 Continua?

                         Desculpem a demora pra postar, tenho uma coisa para contar, eu fiz um canal no Youtube, não tem videos lá ainda, se chama Wildest Dreams Trailers, só pelo nome vocês já                                                            devem ter sacado o que é.

Isso mesmo, lá eu vou postar os trailers de todas as fanfics que eu postar no blog, pois OOA                                       (Opposite One Another) não irá ser a unica, vou postar um trailer a                                                                                          cada temporada ok.

                                        Um grande beijo a todas, amo vocês...

domingo, 28 de junho de 2015

Opposite One Another - Capítulo 7 - Do not leave me here alone...



Não vou dizer que não gostei de sair com Caitlin, pois estaria mentindo sobre isso, foi divertido, amei conversar com os meninos e conhecê-los foi legal, eles são bons meninos, apesar de fazerem o que fazem, são bons.

O som estava desligado e decidi liga-lo, começou a tocar Never Say Never da banda The Fray, eu escutava muito essa banda no Brasil, mas com todas essas mudanças nem sei mais os cantores novos.

Estávamos paradas na Atlantic Coast 156 com via para Route 66, quando comecei a ouvir barulho de sirene, algo estava estranho, meus batimentos cardíacos aceleraram, uma dor no peito forte e comecei a soar.

Guardas de transito com plaquinhas nas mãos indicavam que os carros tinham que fazer a rotatória e ir para rota 58, Caitlin parou o carro para perguntar o que tinha acontecido e a dor ainda continuava, só que desta fez mais forte.

- O que está acontecendo senhor? – Caitlin perguntou.

- Houve um acidente senhorita, eu peço por gentileza que deem a volta pela rota 58, por favor. – o guarda mandou.

Olhei para fora do vidro e o carro estava todo destruído, haviam dois corpos embalados no chão frio.

- Senhor, consegui encontrar o celular de uma das vitimas, esta intacto, vou entrar na lista de contatos e ver se a algum familiar que possa vir para resolvermos os detalhes da documentação. – um dos policiais falou.

- Ok, ligue. – mandou o guarda.

- Nós já vamos, obrigada. – Caitlin falou.

- Dirijam com cuidado senhoritas e tenham uma boa noite. – o guarda disse.

Caitlin mudou a rota e fomos para a 58, meu celular começou a tocar, mas eu não estava achando, olhei para o banco de trás e ele estava jogado la, o peguei  e atendi sem nem mesmo olhar quem era.

Ligação ON

– Alo. – eu disse logo atender

- Olá, sou o policial Michael Blasck, a senhorita é a filha das vitimas de um acidente de carro, gostaria que viesse urgentemente para Atlantic Coast 156 com via para Route 66, para fazer o reconhecimento. – o policial disse.

- Que brincadeira de mau gosto, vai fazer isso com outro ok. – disse e desliguei.

Ligação OFF

Minha dor no peito só aumentava, a cada metro que o carro ia doía mais e mais, essas pessoas não devem ter coração, ficam fazendo esse tipo de brincadeira com os outros, queria ver se fosse com eles, meu celular começou a tocar novamente, eu atendi.

Ligação ON

- Alo. – disse grossa.

- Senhorita, estou falando sério, sou policial há 4 anos, não brinco com coisa séria, venha para cá urgente, eu lhe imploro. – novamente aquele policial falou.

- Isso é verdade? – perguntei já com lagrimas nos olhos, não pode ser, meus pais não.

- Sim senhorita, eu sinto muito, venha para cá. – ele disse com a voz triste.

Ligação OFF

Desliguei na cara dele, eu não sabia respirar, ar me faltou, o que estava acontecendo comigo, meus pais não, qualquer coisa menos isso, eu prefiro morrer a ficar sem eles, ele disse Atlantic Coast 156 com via para Route 66, nós estávamos la, aquele acidente, ah não, isso não, meus pais mortos não, não tenho ninguém além deles.

- Caitlin, para o carro agora. – gritei chorando.

- O que aconteceu? – ela perguntou freando o carro.

- Meus pais Caitlin, eram eles naquele maldito acidente, eles estão mortos Caitlin. – gritei desabando.

- Calma, vamos voltar pra lá agora. – ela disse tremendo.

Caitlin acelerou o carro, nós estávamos á 200km/h, mas isso não importava, eu só queria ter eles aqui comigo, os dois me abraçando e dizendo que iria ficar tudo bem, que isso foi uma brincadeira, que foi uma brincadeira do idiota do Justin, eu quero eles aqui, aqui comigo.

Olhei pela janela e só via vultos, comecei a ouvir novamente o barulho das sirenes e meu coração apertou, desci do carro correndo, os corpos ainda estavam lá, quando fui chegar perto um policial me segurou.

- Vai ficar tudo bem senhorita, tudo bem, estamos aqui, fique calma. - o policial disse.

- Como você quer que eu fique calma, sabendo que são meus pais no chão, ainda por cima mortos, como você quer que eu fique calma, sabendo que nunca mais vou ouvir a voz deles? – perguntei.

- Só peço que se acalme, foi um acidente, não foi culpa sua. – ele falou.

O empurrei e corri para perto deles, ajoelhei no chão e fiquei olhando para aqueles malditos sacos brancos, as lagrimas caiam freneticamente dos meus olhos e sentia um vazio no peito, nunca mais iria ouvir minha mãe dizendo para ir tomar banho, nunca mais iria ouvir a risada de James quando eu perdia no videogame, eram coisas pequenas, mas que me faziam feliz demais.
Senti alguém me abraçar, era Caitlin, ela chorava baixinho junto comigo e sussurrava dizendo que tudo iria ficar bem, nunca imaginei como seria perder meus pais, quando perdi meu pai era muito pequena, não foi fácil, mas segui em frente, agora, nunca imaginei como seria perder todos.

Estou sozinha, sem ninguém, meu mundo acabou em apenas uma noite, eu não devia ter saído de casa, eu devia ter comido pizza novamente com eles, a culpa é minha, toda minha, eu me odeio por isso, eles não respiram mais, não sentem mais, não vivem mais, por culpa minha, apenas minha.
Não estou preparada para isso, muito menos agora que não conheço nem um palmo dos Estados Unidos, eu não tenho nada, só Deus, estou sozinha com ele.

- Senhorita, precisamos tira-los desse lugar, aqui esta frio, eu quero que a senhorita me acompanhe até o IML. – o policial disse.

- Ok. – disse ainda chorando em silencio.

- Vamos meu amor. – Caitlin disse me levantando do chão.

Caminhei lentamente até o carro, eu entrei primeiro, Caitlin terminou de falar com os policiais e entro também, ela ligou o motor e fomos seguindo a ambulância até o IML.

- Isso vai passar ok. – ela disse me olhando.

Acabei só concordando com a cabeça e ficando em silencio, olhei pela janela, as folhas das arvores gigantes voavam por conta do vento forte, as imagens eram embaçadas, lagrimas silenciosas caiam, mas me mantinha quieta, memórias boas passavam por minha mente, as risadas do melhor casal do mundo, as conversas que tinha com minha mãe, os jogos de basquete que jogava com James, por que a vida tem que ser sempre assim comigo, o que foi que eu fiz de errado?

As luzes da parte de trás da ambulância me davam tontura, aquele barulho infernal na minha cabeça, as lagrimas descendo, tudo me fazia mal, poucos minutos depois avistei a entrada do IML, tinha varias ambulâncias na frente e meu coração parecia estar sem batimentos, aquilo estava começando a me fazer pirar.

Descemos do carro e estava congelando, nem sentia mais a ponta do meu nariz, acompanhamos um dos médicos que saíram da ambulância,  mas antes de entrar um dos policiais veio em minha direção.

- Sou o Jacob Cooper, o comandante do sistema de policia, queria te entregar um dos meus cartões para se caso precisar de ajuda com dinheiro ou outra coisa, é só me ligar. – ele disse estendendo um cartão.

- Ok, obrigada senhor Cooper. – disse pegando o pequeno papel.

- Jacob, pode me chamar de Jacob, sinto muito, mas às vezes á coisas na vida que não podemos evitar, você é uma bela moça, tem a vida pela frente, apenas tente se acostumar com tudo isso. – ele disse tentando me confortar.

- Eu sei ok, mas são meus pais, eu os amava tanto, queria muito poder trocar de lugar com eles, sentir a dor deles, até agora não entendi o que aconteceu naquele acidente. – falei me encolhendo por conta do frio.

- Eles estavam dirigindo bem, mas infelizmente no outro carro, o motorista estava embriagado e acabou perdendo o controle do veiculo. – ele disse me olhando.

- Não quero mais ouvir, por favor, vou entrar, até qualquer dia policial. – disse.

- Até senhorita, se precisar de ajuda já sabe né. – ele disse e eu entrei.

Estava com poucas pessoas dentro do ambiente, os corredores eram todos em brancos, bem frio e em silencio total, avistei o mesmo medico que seguia antes, ele estava parado com uma prancheta em mãos.

- A senhorita é a filha das vitimas? – ele perguntou.

- Infelizmente sou. – disse chorando novamente.

- Não chore moça, vai passar, sempre passa. – ele disse colocando a mão em meu ombro.

- Eu espero que passe bem rápido. – disse chorando mais.

- Vai passar menina. – ele disse me levando até a sala.

- Agora eu quero que a senhorita seja forte e faça o reconhecimento. – ele falou.

- Ok. – disse enxugando as lágrimas.

O médico abriu uma porta que era dividida em duas, era uma sala com mesas de alumínio, super gelada, tinha um cheiro muito forte de vaselina, olhei para as duas mesas de alumínio, meus pais estavam lá.

Meus olhos encheram de lagrimas novamente, do que adianta viver, no final, você vai parar debaixo da terra, não aguento isso, em saber que eles não vão mais sentir nada, só vão estar frios e sem vida.

Aproximei-me dos dois e lá estavam eles, pálidos, gelados, sem cor, mas continuavam lindos, eu ainda tenho a esperança que eles levantem dando risada e me abraçando, dizendo que tudo não passou de uma brincadeira.

- São eles? – o médico perguntou.

- Sim, são. – falei desabando novamente.

- Eu sinto muito senhorita. – disse ele com uma mão em meu ombro.

- Não, não sinta, a culpa foi minha a única pessoa que tem o direito de sentir algo aqui sou eu. – disse chorando.

- Não foi culpa sua senhorita, foi um acaso do destino, a vida é assim mesmo, quando nós menos imaginamos, as pessoas que mais amamos saem dela em um estralo de dedos. – ele disse.

Quando eu ia responder a porta abriu com tudo e Justin entrou chorando, ele veio em minha direção e olhou para meus pais nas mesas, ele estava acabado, não tão diferente de mim, nós dois estávamos derrotados, a vida nos deu uma rasteira das boas.

- Pelo amor de tudo que é mais sagrado nesse mundo, fala pra mim que não é verdade. – Justin disse chorando me segurando pelos ombros.

- Eu também queria que fosse Justin. – falei chorando mais e mais.

Ele me soltou e chegou mais perto das mesas onde ficou olhando para James por uns 30 minutos, o médico já tinha saído, eu estava parada, sem ter reação, chorando quieta, ele virou e andou em minha direção, chegou perto de mim e me abraçou.

- Promete que não vai me deixar? – ele perguntou chorando baixinho.

- Justin, eu não sei o que vai ser de mim agora sem eles, eu estou sozinha, sem ninguém. – disse o abraçando forte.

- Você não está sozinha Alice, eu estou aqui com você, nós vamos sair dessa, só preciso do seu apoio, ai lutarei por nós dois, mas me prometa que não vai embora. – ele disse me abraçando.

- Não vou te deixar, contanto que você não me deixe. – falei o olhando.

- Nós vamos ficar juntos, você vai morar comigo e não vai ficar sozinha em momento algum está me ouvindo? – ele perguntou.

- Tudo bem, só os queria aqui comigo, Justin por que isso foi acontecer? – perguntei chorando.

- Não chora, por favor, Alice, não aguento ver você chorando, olha pra mim. – disse ele erguendo meu queixo.

- Eu quero chorar, me deixa chorar. – disse tentando sair dos braços dele.

- Não vai chorar não, se não eu choro também, eu nunca choro, para com isso. – ele disse com a voz falha me segurando.

- Justin me solta, eu quero eles. – gritei chorando.

- Você acha que eu não quero. – ele gritou chorando também e nos sentando no chão gelado.

- Me tira desse lugar Justin, eu quero ir embora, quero ir para outro mundo, eu quero morrer Justin, eu não aguento isso. – gritei deixando que a dor me dominasse.

- Alice, não fala isso, vamos ser fortes por eles ok. – ele disse me levantando e me abraçando.

- Me tira daqui, por favor. – disse deixando cair as ultimas lagrimas que me restavam.

- Vamos. – ele disse indo em direção as mesas.

Eu fiquei o olhando, Justin parecia fraco, sem reação, sem vida, assim como eu me encontrava, ele foi até James, segurou sua mão e a beijou, falando algo em seu ouvido que não consegui ouvir, foi até minha mãe onde deixou um beijo em sua testa.

- Me deixe uns minutos sozinha com eles. – pedi.

- Claro, qualquer coisa, estarei la fora te esperando. – disse me abraçando.

Justin saiu e eu fiquei la, naquela sala fria e clara, essa irá ser a ultima vez que verei os rostos das pessoas que mais me deram apoio e que mais me amaram na vida, a cada passo que eu dava, era uma facada em meu peito, uma lagrima caia a cada centímetro dado.

Cheguei perto dos dois e os olhei, minha mãe, minha querida mãe, sentirei sua falta, queria te ter aqui comigo, querido papai, você não era meu pai de sangue, mas sempre te considerei um grande pai, mestre e protetor.

- Nunca esquecerei o quanto vocês foram bons pra mim, o apoio em tudo, amo vocês demais. – pensei alto.

Beijei a mão de cada um, e as juntei, sempre um completando o outro.

- Até daqui a pouco, prometo ir visitar vocês todo dia. – beijei a testa de cada um e sai.
    


                                      ___________________________________________


                                                                     Continua?

                                    Vish é agora que o circo começa a pegar fogo....
            
             Mil desculpas se fiz alguém chorar, essa foi a minha intenção, agora se vocês não                                          choraram é porque não tem coração, haha mentira..
                Espero que vocês tenham gostado, todos nós sentiremos falta do bom e velho James Muller e da Dona Raquel, mas todos se vão um dia certo, só temos que ver se Alice ou o próprio Bieber pensaram                                                            assim também não é? 


                Ps: comentem ok..amo vcs 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Opposite One Another - Capítulo 6 - After terrible.






O tempo passou voando e nem vi mais o Justin, então automaticamente não me estressei, pois ver o Justin é stress na certa, garoto insuportável, estava dançando com Caitlin, estávamos mais que bêbadas.  

As pessoas se divertem aqui, não usam apenas drogas e bebem, elas se libertam, os problemas, as esquizofrenias da vida, são jogados para longe, apenas vindo aqui.


Decidi ir procurar um banheiro, estava morrendo de vontade de fazer xixi, avisei para Caitlin não ficar preocupada e sai procurando, não achei nenhum lá em baixo, por tanto decidi subir as escadas, quando cheguei ao andar de cima, tinha varias portas, eu fui abrindo todas, até que comecei a escutar uns gemidos, alguns deles pareciam até com gritos, abri a porta achando que alguém estava pedindo por ajuda, mas me arrependi totalmente por ter aberto aquela porta.


Justin estava deitado de barriga para cima com uma puta nojenta em cima do colo dele, eles estavam pelados e aquela cena sem duvidas foi a mais nojenta que vi na minha vida, fechei a porta um pouco e só deixei uma pequena parte aberta, Justin prestava atenção nos movimentos dela, mas do nada seu olhar mirou a porta, ele ficou olhando e começou a sorrir depois que a abri com um olhar de nojo.


O filho da puta ficava sorrindo com aquele maldito sorriso perfeito, me olhando como se eu estivesse de castigo e estivesse sendo obrigada a ver aquilo, percebi que seu sorrido sumiu e seu olhar ficou mais intenso, ele começou a olhar para o meu corpo, olhou para meus olhos e minha boca e depois sorriu como se estivesse ganho um presente de natal maravilhoso.


Fechei a porta com raiva e sai correndo até as escadas, não sabia o que estava acontecendo comigo, eu odeio esse garoto e estou parecendo uma menina de 15 anos com ciúmes do namoradinho infeliz dela, cheguei à pista de dança e quando olhei para as escadas avistei Justin descendo abotoando as calças  rindo feito um idiota, ele é um idiota.


Começou a tocar Partition da Beyoncé, agora Justin iria ver quem eu sou, eu prometo que ele vai pagar, ele não fez nada, eu sei, mas ele vai pagar por ser ele, por ser idiota, por ser imbecil e eu por ser bipolar.


Fui à direção de Chaz que estava parado me olhando e comecei com o joguinho maravilhoso, virei de costas para Chaz e empinei minha bunda, sei que é errado, mas foda-se, ninguém mandou me irritar, meus movimentos eram lentos e agitados, de acordo com a musica.


Justin me olhava de um jeito estranho, ele não ficou bravo ou irritado, ele parecia decepcionado, mas eu não estava nem ai, alias, estava amando dançar assim com Chaz, ele sabia o que fazer, suas mãos estavam em minha cintura me prendendo com força.

                             

                      Take all of me

                     (Me possua toda)

                              I just wanna be the girl you like

                     (Eu só quero ser a garota que você gosta)

                       The kinda girl you like

                     (O tipo de garota que você gosta)

                       Take all of me

                     (Me possua toda)

                       I just wanna be the girl you like

                     (Eu só quero ser a garota que você gosta)

                      The kinda girl you like is right here with me

                     (O tipo de garota que você gosta está aqui comigo)

 

Até que Chaz dançava bem, ele já estava bem animadinho com os pequenos movimentos que eu fazia, Caitlin, Ryan e Chris só ajudavam assobiando, eles gritavam, batiam palmas, do nada veio uma multidão só ver minha demonstração de carinho para Justin.


Todos estavam em nossa volta, a cada toque, a cada batida, eu rebolava ainda mais lento e Chaz pelo jeito amava isso, suas mãos subiam e desciam minha cintura, chegavam até meu quadril, apertava e descia, chegando na bunda.

                              

                               Driver roll up the partition fast

                      (Motorista, suba a divisória, rápido)

                               Driver roll up the partition fast

                             (Motorista, suba a divisória, rápido)

                       Over dere I swear I saw them cameras flash

                      (Juro que vi câmeras tirando fotos bem ali)

                        Hand prints and foot prints on my glass

                      (Há digitais e marcas de mãos no vidro)

                        Hand prints and good grips all on my ass

                      (Marcas de mãos e apertos na minha bunda)

                        Private show with the music blasting

                      (Um show particular com música alta)

                        He like to call me “Peaches” when we get this nasty

                      (Ele me chama de “Stripper”, quando ficamos safados)

                        Red wine drip filth talk that trash

                      (Derramamos vinho e falamos obscenidades)

                        Chauffeur ease dropping trying not to crash

                      (O motorista escuta e tenta não provocar um acidente)

 

A musica tinha acabado e nossos corpos estavam colados, Justin observava tudo de longe com uma cara nada boa, virei de frente para Chaz e deu um beijo de leve em sua bochecha.


- Obrigada. – disse olhando para Justin.


- Disponha. – ele falou rindo e me dando um selinho.


- Chaz. – chamei sua atenção dando um tapa leve em seu braço.


- Me desculpa não aguentei. – ele disse rindo e me abraçando.


Vi Caitlin vindo em nossa direção batendo palmas e assoviando, logo apareceram Chris e Ryan aplaudindo, Justin tinha sumido de vista.


- Uau, você dança muito bem moça, que sonho ser o Chaz. – Chris disse rindo.


- Vai sonhando Beadles. – Chaz falou rindo alto.


- Vocês dois são nojentos. – Caitlin disse com cara de nojo.


- Ah maninha, eu sou lindo. – Chris disse levantando Caitlin e rodando o corpo.


- Vamos beber? – perguntei para Caitlin.


- Beber é comigo mesma. – ele disse me puxando pela mão.


Continuamos bebendo até umas 3 da manhã, estava uma festa só, aproveitei para conhecer mais sobre os meninos, descobri que eles tinham nascido no Canadá e que eram tipo soldados do James, eu juro que ri quando eles me falaram isso.


Eles não são que nem o Justin, eles são bem legais, eu sinto que gostaram de mim, eu amei Caitlin, eu via que em nela eu podia confiar sempre, ela nunca me decepcionaria, ela demonstrava isso quando ria comigo.


Estava tudo rodando e nós duas riamos de tudo, até do chão, do vento que batia contra nossos corpos e isso acabava sendo mais engraçado ainda.


Tocava uma musica que eu não sabia o nome, mas era legal, dava pra dançar bastante, nós cinco nos divertíamos muito, até que a presença desagradável de Justin ocupou metade do lugar, ele parecia ter chorado.


Acabei nem perdendo tempo brigando com ele e resolvi puxa-lo para mais perto, queria o ver dançando com a gente, o puxei e ele riu me olhando.


- Vem dançar com a gente vem. – disse o olhando nos olhos.


- Só se for com você. – ele disse me puxando para mais perto.


- Acho que você está muito bêbado. – falei rindo.


- Acho que sim. – ele concordou rindo e me rodando.


Dançamos feitos dois loucos no meio de tantas pessoas, agora eu vi o verdadeiro Bieber, agora eu sei quem ele realmente é, a musica acabou e ficamos nos olhando tipo cena de filme bem clichê.


- Até que você dança bem Bieber. – disse rindo recuperando um pouco de ar.


- Eu sei princesa, mas não posso dizer o mesmo de você. – ele disse rindo.


- Que mentira, eu danço bem ok. – falei rindo.


- Estou brincando, você me impressionou. – ele disse me olhando.


- Caitlin vamos embora. – perguntei á Caitlin tentando tirar o olhar de Justin sobre mim, mas ele não parava de me olhar.


- Vamos, meus pés já estão doendo, vai querer carona ou dorme na minha casa? – ela perguntou.


- Vou querer carona. – falei para ela.


- Ok vamos nos despedir dos folgados aqui. – ela disse apontando para os meninos.


Nos despedimos dos meninos, inclusive de Justin, que não parava de me olhar, saímos da boate e entramos em seu carro, liguei o aquecedor, Miami estava fria nessa semana, ela acelerou o motor para esquentar e logo saímos daquele lugar, não estávamos mais bêbadas.


- O Justin não parava de te olhar. – ela disse séria olhando para estrada.


- Eu nem percebi. – menti descarada.


- Ele olhava assim para Nole. – ela falou.


- Quem é Nole? - perguntei olhando para ela.


- Uma garota que Justin namorou, mas que o deixou por outro, acho que foi por isso, Chris nunca me deu muitos detalhes. – ela disse.


- Nossa, ele deve ter ficado péssimo. – falei tentando imaginar como Justin deve ter se sentido.


- Ele ficou meses no quarto, apenas chorando, se drogando e bebendo, depois ele percebeu que ela não valia a pena, ela não valia as lagrimas dele. – ela disse me olhando e depois voltando a atenção na estrada vazia.


- Por que ela fez isso? – perguntei.


- Ela se apaixonou por outro, Justin dava de tudo para vê-la feliz, ela torrava todos os cartões de credito que ele dava pra ela, vivia com roupas e sapatos novos, comprava milhões de joias caras pra no final fazer isso com ele. – ela disse.


- Que vaca. – essa foi a única coisa que consegui falar.


- Lembro que nesse dia, eu estava com Ryan, Justin ligou chorando, pedindo ajuda, Ryan foi comigo até a casa de Justin e eu o encontrei todo drogado chorando e gritando por ela, Ryan me mandou ficar na sala, depois desse dia vi Justin umas duas vezes só. – ela disse parecendo se lembrar da cena.


- Deve ter sido horrível. – falei imaginando.


- Deve não, foi horrível, Justin só é assim por causa dela, ele era fofo, romântico, educado, não bebia e nem usava drogas, ele era apaixonado demais por ela, um mês depois que ela foi embora o senhor Jeremy faleceu e Justin piorou muito, fomos todos embora do Canadá e o resto você já deve saber. – ela falou triste.


- Uau, que história. – disse olhando para estrada.


- Agora me conto a sua história Alice, primeiro namorado, primeiro beijo, coias bestas de garotinhas. – ela disse rindo.


- Minha história é chata Caitlin, não é nada interessante, pode apostar. – disse para ela.


- É serio, me conte, vou adorar ouvir, ainda temos 20 minutos de viajem até sua casa. – ela disse olhando para o relógio.


- Hm, ok, eu morava no Brasil junto com minha mãe, lá é bem legal, estudava em um colégio divertido, tinha grandes amigos, namorado eu nunca tive, primeiro beijo já, mas não teve graça nenhuma, foi atrás da escada do colégio. – disse rindo tentando evitar mais perguntas, lógico que eu menti, não quero falar  de nada para ela, pelo menos não agora.


- Nossa, que bosta de adolescência. – ela disse gargalhando.

- Eu avisei. – disse sorrindo.








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                                                                   Continua?
Olá meninas, sei que demorei para postar e peço milhões de desculpas, não tive tempo, mas já tinha deixado o capítulo pronto.                                                                                          

Ontem eu fiquei meio triste pela morte de um dos meus ídolos, não é fácil ver uma pessoa que você tanto ama partindo.                                                                                                     


Mas vamos tentar seguir em frente sempre né, um beijo a todas, amo vocês.