Brazil 07:19 AM Alice POV
- Alice, está na hora de acordar minha querida. – disse minha mãe.
-Já acordei, já acordei. – disse levantando e dando um beijo estalado em sua bochecha.
-Vá terminar de arrumar sua mala para podermos ir ao aeroporto. – ela disse toda alegre.
Não posso ficar triste, pois o sonho dela, sempre foi sair desse buraco que eu chamo de cidade, eu tenho sim minhas amigas e sentirei muita falta delas, mas o que conta é a felicidade de minha mãe, porque a minha já vai ser conquistada, ficando bem longe dele.
Eu tinha 5 anos quando meu pai faleceu, não foi fácil para uma criança dessa idade, enfrentar a infância e a adolescência sem o pai, mas com o tempo fui me acostumando com a dor, anos depois quando completei 14, minha mãe conheceu James, que foi praticamente nosso anjo, ele que esta nos tirando disso aqui.
Agora que tenho 17, sou mais madura para entender que é preciso sair daqui, não quero viver aqui pelo resto de minha vida, não depois do que houve, não depois dele, não depois de nós. Sei que vai parecer covardia de minha parte quando todos da escola souber, mas não é culpa minha, apenas sinto raiva dele toda vez que nosso olhares se cruzam.
Terminei de recolher algumas de minhas fotos, não iria deixa-las aqui, elas são uma das poucas coisas que importam pra mim, fiquei olhando para elas e nem percebi quando uma lagrima caiu do canto do meu olho e molhou a foto, alias, era uma das mais bonitas, a tiramos na piscina.
As coloquei na mala com urgência para não chorar mais, guardei algumas camisetas e terminei, olhei para meu quarto, estava vazio, só tinha um colchão que dormi na noite passada. Iria sentir falta do meu pequeno e aconchegante quarto, foi aqui que chorei pela primeira decepção amorosa, era aqui que pedia tantas vezes á Deus que me ajudasse com meus problemas pessoais, era aqui que me escondia de tudo para pensar, bom, iria sentir falta daqui.
-Alice, vamos descer para tomar café na casa da Joana. – mandou minha mãe.
-Ok mamãe. – balancei a cabeça concordando.
Joana era uma das melhoras amigas da minha mãe, elas eram amigas desde o ensino médio, e é mãe da minha melhor amiga, Luisa.
Saímos de casa e atravessamos a rua, elas moravam na casa em frente, subi as escadas da pequena varanda e apertei a campainha, não demorou muito e logo ouvi o barulho da chave na fechadura sendo virada.
A porta foi aberta e Luisa a abriu com uma cara nada boa, ela esta sofrendo porque eu vou embora, mas no fundo estou louca para ir para bem longe daqui, não sei direito qual país que vamos, mas espero que seja o mais longe possível.
Vou sentir falta dela também, mas não posso evitar o nojo e a repulsa que tenho dele, o ódio que sinto por ele é maior que meu amor por meus amigos, eu prometi ligar e manter contato, não sei o porquê de ela estar brava.
- Não sei por que você esta brava, eu já disse que vou manter contato. – disse já um pouco nervosa.
- Ah não, você não sabe por que eu estou brava, para com isso que já esta me irritando, você esta agindo como se nada estivesse acontecendo. – ela disse com lagrimas nos olhos.
Sentamos-nos no sofá e minha mãe foi arrumar a mesa com a Joana.
- Você esta fazendo drama, esta tornando tudo difícil por capricho, para de ser tonta, já disse que vou manter contato. – eu disse.
- Como você acha que eu estou me sentindo, sabendo que minha melhor amiga vai embora, que ela vai me deixar por medo de um idiota, tudo bem, eu até entendo, mas poxa, custa tentar seguir em frente e ficar aqui? – ela perguntou.
- Perai, eu não ouvi bem, você entende? – perguntei com ironia. – Eu acho que você não entende, não foi você que foi estuprada pelo namorado bêbado, não foi você que teve a vida exposta para todos da escola, não foi você que foi zuada por 3 anos seguidos, eu tinha apenas 15 anos Luisa, como você acha que foi? – perguntei chorando. – Chega um ponto na sua vida, no qual você começa a dizer a si mesmo, EU PRECISO SAIR DAQUI. – gritei.
- Você mudou tanto depois daquele maldito dia na cachoeira. – ela disse me olhando triste.
- Mudei mesmo, algumas coisas simplesmente não voltam mais, eu fui estuprada, não me roubaram apenas um beijo, roubaram uma coisa que não tem mais volta, uma coisa que era valiosa pra mim. – disse a olhando.
- Ah ok, sinto muito, mas você tem que seguir em frente, chega desse drama, sério, toma vergonha nessa cara e vai fazer algo de útil por si mesma...porque se você não fizer, ninguém vai fazer. – ela disse fria.
-Como você pode falar uma coisas dessas, depois de tudo que você mesma viu eu passando, quer saber, chega, cansei de tentar explicar isso pra você, a dor só é sentida quando está em nós, pra você não faz diferença, melhor eu ir indo. – disse levantando e enxugando as lagrimas que insistiam em cair.
Fui até a cozinha e encontrei minha mãe conversando com a dona Joana, vou sentir falta dela também, até dessa geladeira que tanto amo, mas tudo um dia acaba, memórias ruins tornam pessoas mais espertas para vida.
- Mamãe, vamos? – perguntei.
- Venha se despedir da sua tia, nós já estamos indo. – ela ordenou.
- Adeus dona Joana. – disse indo em direção a ela.
- Credo, adeus não minha filha, vamos nos ver muito ainda. – disse ela, me dando um dos melhores abraços de todos.
- Vou sentir falta desses abraços de urso que só a senhora sabe dar. – falei rindo de leve.
- E eu vou sentir falta da sua gula. – disse ela me abraçando novamente.
Ouvi um barulho de motor do lado de fora da casa, nos despedimos novamente, minha mãe com dona Joana saíram na frente, quando estava prestes a sair, Luisa tocou em meu ombro fazendo eu me virar para encara-la.
- Só queria me desculpar por tudo que disse, me desculpe mesmo Alice, descontei minha raiva em você, apenas estou com medo, medo de andar por aqueles corredores sem você, medo de sentar naquela sala de aula sem você, medo de todos me excluírem por estar sem você, só estou com medo, me perdoa. – ela praticamente implorou.
- Te desculpo sim amiga, você me ajudou em momentos mais difíceis da minha vida, me fez rir, então o mínimo que eu poderia fazer era te desculpar, eu te amo muito, não se esqueça de mim ok. – eu disse a abraçando.
- Nunca, jamais te esquecerei. – disse ela me soltando.
Ela foi comigo até o carro de James, que eu chamava de Rex, ele era gigante, não sei até hoje como ele arranja tanto dinheiro assim, um advogado não ganha tanto pra comprar carros como esse, eu não entendo muitos sobre o assunto, mas pelo tamanho parece ser bem caro.
Nos despedimos novamente e fomos embora para jamais voltar.
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Continua?
Bom meninas, esse foi o primeiro de muitos que viram.
Ficou pequeno, pequeno não, minusculo, mas não quero acabar com o mistério hahaha....Sou bad.
Queria mandar um beijo a todas que estão me ajudando, mas principalmente as meninas de DL que fazem meu mundinho mais feliz, e obrigada Senhorita Brenda Andrade pela força no Blog.
Chega de lero lero, é isso...
PS: comentem ok...
Amo vocês demaaaais... <3

17 Comments:
Peeeerfeeeeito ♥♥♥♥ amei isa
Obg pri <3
Puta que pariu! Quando sai o próximo capítulo?
Adorei perfeito
AMEEEEEI CONTINUA
Que perfeitooo continuaaa Isa
Muuuito bem. Gostei do capítulo, inclusive do agradecimento! Se precisar de algo, sabe onde me encontrar. E que venha o próximo!!! Beijos, bre. ♥
Cara ta maravilhoso... Isa posta logo criatura..
Ta perfeito , isa sempre sambando♥ contínua gata .
hahaha obg Iza
Ja postei criatura.. hahaha
Vou sempre precisar e sei que você vai sempre estar la pra me ajudar. <3
Continuei amore
Continuei e obg
Ja postei o 2, e sai toda segunda, quarta, sexta e domingo
Obrigada
Ai mds, ta tão pfto, partio ler o 2. <3
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