domingo, 28 de junho de 2015

Opposite One Another - Capítulo 7 - Do not leave me here alone...



Não vou dizer que não gostei de sair com Caitlin, pois estaria mentindo sobre isso, foi divertido, amei conversar com os meninos e conhecê-los foi legal, eles são bons meninos, apesar de fazerem o que fazem, são bons.

O som estava desligado e decidi liga-lo, começou a tocar Never Say Never da banda The Fray, eu escutava muito essa banda no Brasil, mas com todas essas mudanças nem sei mais os cantores novos.

Estávamos paradas na Atlantic Coast 156 com via para Route 66, quando comecei a ouvir barulho de sirene, algo estava estranho, meus batimentos cardíacos aceleraram, uma dor no peito forte e comecei a soar.

Guardas de transito com plaquinhas nas mãos indicavam que os carros tinham que fazer a rotatória e ir para rota 58, Caitlin parou o carro para perguntar o que tinha acontecido e a dor ainda continuava, só que desta fez mais forte.

- O que está acontecendo senhor? – Caitlin perguntou.

- Houve um acidente senhorita, eu peço por gentileza que deem a volta pela rota 58, por favor. – o guarda mandou.

Olhei para fora do vidro e o carro estava todo destruído, haviam dois corpos embalados no chão frio.

- Senhor, consegui encontrar o celular de uma das vitimas, esta intacto, vou entrar na lista de contatos e ver se a algum familiar que possa vir para resolvermos os detalhes da documentação. – um dos policiais falou.

- Ok, ligue. – mandou o guarda.

- Nós já vamos, obrigada. – Caitlin falou.

- Dirijam com cuidado senhoritas e tenham uma boa noite. – o guarda disse.

Caitlin mudou a rota e fomos para a 58, meu celular começou a tocar, mas eu não estava achando, olhei para o banco de trás e ele estava jogado la, o peguei  e atendi sem nem mesmo olhar quem era.

Ligação ON

– Alo. – eu disse logo atender

- Olá, sou o policial Michael Blasck, a senhorita é a filha das vitimas de um acidente de carro, gostaria que viesse urgentemente para Atlantic Coast 156 com via para Route 66, para fazer o reconhecimento. – o policial disse.

- Que brincadeira de mau gosto, vai fazer isso com outro ok. – disse e desliguei.

Ligação OFF

Minha dor no peito só aumentava, a cada metro que o carro ia doía mais e mais, essas pessoas não devem ter coração, ficam fazendo esse tipo de brincadeira com os outros, queria ver se fosse com eles, meu celular começou a tocar novamente, eu atendi.

Ligação ON

- Alo. – disse grossa.

- Senhorita, estou falando sério, sou policial há 4 anos, não brinco com coisa séria, venha para cá urgente, eu lhe imploro. – novamente aquele policial falou.

- Isso é verdade? – perguntei já com lagrimas nos olhos, não pode ser, meus pais não.

- Sim senhorita, eu sinto muito, venha para cá. – ele disse com a voz triste.

Ligação OFF

Desliguei na cara dele, eu não sabia respirar, ar me faltou, o que estava acontecendo comigo, meus pais não, qualquer coisa menos isso, eu prefiro morrer a ficar sem eles, ele disse Atlantic Coast 156 com via para Route 66, nós estávamos la, aquele acidente, ah não, isso não, meus pais mortos não, não tenho ninguém além deles.

- Caitlin, para o carro agora. – gritei chorando.

- O que aconteceu? – ela perguntou freando o carro.

- Meus pais Caitlin, eram eles naquele maldito acidente, eles estão mortos Caitlin. – gritei desabando.

- Calma, vamos voltar pra lá agora. – ela disse tremendo.

Caitlin acelerou o carro, nós estávamos á 200km/h, mas isso não importava, eu só queria ter eles aqui comigo, os dois me abraçando e dizendo que iria ficar tudo bem, que isso foi uma brincadeira, que foi uma brincadeira do idiota do Justin, eu quero eles aqui, aqui comigo.

Olhei pela janela e só via vultos, comecei a ouvir novamente o barulho das sirenes e meu coração apertou, desci do carro correndo, os corpos ainda estavam lá, quando fui chegar perto um policial me segurou.

- Vai ficar tudo bem senhorita, tudo bem, estamos aqui, fique calma. - o policial disse.

- Como você quer que eu fique calma, sabendo que são meus pais no chão, ainda por cima mortos, como você quer que eu fique calma, sabendo que nunca mais vou ouvir a voz deles? – perguntei.

- Só peço que se acalme, foi um acidente, não foi culpa sua. – ele falou.

O empurrei e corri para perto deles, ajoelhei no chão e fiquei olhando para aqueles malditos sacos brancos, as lagrimas caiam freneticamente dos meus olhos e sentia um vazio no peito, nunca mais iria ouvir minha mãe dizendo para ir tomar banho, nunca mais iria ouvir a risada de James quando eu perdia no videogame, eram coisas pequenas, mas que me faziam feliz demais.
Senti alguém me abraçar, era Caitlin, ela chorava baixinho junto comigo e sussurrava dizendo que tudo iria ficar bem, nunca imaginei como seria perder meus pais, quando perdi meu pai era muito pequena, não foi fácil, mas segui em frente, agora, nunca imaginei como seria perder todos.

Estou sozinha, sem ninguém, meu mundo acabou em apenas uma noite, eu não devia ter saído de casa, eu devia ter comido pizza novamente com eles, a culpa é minha, toda minha, eu me odeio por isso, eles não respiram mais, não sentem mais, não vivem mais, por culpa minha, apenas minha.
Não estou preparada para isso, muito menos agora que não conheço nem um palmo dos Estados Unidos, eu não tenho nada, só Deus, estou sozinha com ele.

- Senhorita, precisamos tira-los desse lugar, aqui esta frio, eu quero que a senhorita me acompanhe até o IML. – o policial disse.

- Ok. – disse ainda chorando em silencio.

- Vamos meu amor. – Caitlin disse me levantando do chão.

Caminhei lentamente até o carro, eu entrei primeiro, Caitlin terminou de falar com os policiais e entro também, ela ligou o motor e fomos seguindo a ambulância até o IML.

- Isso vai passar ok. – ela disse me olhando.

Acabei só concordando com a cabeça e ficando em silencio, olhei pela janela, as folhas das arvores gigantes voavam por conta do vento forte, as imagens eram embaçadas, lagrimas silenciosas caiam, mas me mantinha quieta, memórias boas passavam por minha mente, as risadas do melhor casal do mundo, as conversas que tinha com minha mãe, os jogos de basquete que jogava com James, por que a vida tem que ser sempre assim comigo, o que foi que eu fiz de errado?

As luzes da parte de trás da ambulância me davam tontura, aquele barulho infernal na minha cabeça, as lagrimas descendo, tudo me fazia mal, poucos minutos depois avistei a entrada do IML, tinha varias ambulâncias na frente e meu coração parecia estar sem batimentos, aquilo estava começando a me fazer pirar.

Descemos do carro e estava congelando, nem sentia mais a ponta do meu nariz, acompanhamos um dos médicos que saíram da ambulância,  mas antes de entrar um dos policiais veio em minha direção.

- Sou o Jacob Cooper, o comandante do sistema de policia, queria te entregar um dos meus cartões para se caso precisar de ajuda com dinheiro ou outra coisa, é só me ligar. – ele disse estendendo um cartão.

- Ok, obrigada senhor Cooper. – disse pegando o pequeno papel.

- Jacob, pode me chamar de Jacob, sinto muito, mas às vezes á coisas na vida que não podemos evitar, você é uma bela moça, tem a vida pela frente, apenas tente se acostumar com tudo isso. – ele disse tentando me confortar.

- Eu sei ok, mas são meus pais, eu os amava tanto, queria muito poder trocar de lugar com eles, sentir a dor deles, até agora não entendi o que aconteceu naquele acidente. – falei me encolhendo por conta do frio.

- Eles estavam dirigindo bem, mas infelizmente no outro carro, o motorista estava embriagado e acabou perdendo o controle do veiculo. – ele disse me olhando.

- Não quero mais ouvir, por favor, vou entrar, até qualquer dia policial. – disse.

- Até senhorita, se precisar de ajuda já sabe né. – ele disse e eu entrei.

Estava com poucas pessoas dentro do ambiente, os corredores eram todos em brancos, bem frio e em silencio total, avistei o mesmo medico que seguia antes, ele estava parado com uma prancheta em mãos.

- A senhorita é a filha das vitimas? – ele perguntou.

- Infelizmente sou. – disse chorando novamente.

- Não chore moça, vai passar, sempre passa. – ele disse colocando a mão em meu ombro.

- Eu espero que passe bem rápido. – disse chorando mais.

- Vai passar menina. – ele disse me levando até a sala.

- Agora eu quero que a senhorita seja forte e faça o reconhecimento. – ele falou.

- Ok. – disse enxugando as lágrimas.

O médico abriu uma porta que era dividida em duas, era uma sala com mesas de alumínio, super gelada, tinha um cheiro muito forte de vaselina, olhei para as duas mesas de alumínio, meus pais estavam lá.

Meus olhos encheram de lagrimas novamente, do que adianta viver, no final, você vai parar debaixo da terra, não aguento isso, em saber que eles não vão mais sentir nada, só vão estar frios e sem vida.

Aproximei-me dos dois e lá estavam eles, pálidos, gelados, sem cor, mas continuavam lindos, eu ainda tenho a esperança que eles levantem dando risada e me abraçando, dizendo que tudo não passou de uma brincadeira.

- São eles? – o médico perguntou.

- Sim, são. – falei desabando novamente.

- Eu sinto muito senhorita. – disse ele com uma mão em meu ombro.

- Não, não sinta, a culpa foi minha a única pessoa que tem o direito de sentir algo aqui sou eu. – disse chorando.

- Não foi culpa sua senhorita, foi um acaso do destino, a vida é assim mesmo, quando nós menos imaginamos, as pessoas que mais amamos saem dela em um estralo de dedos. – ele disse.

Quando eu ia responder a porta abriu com tudo e Justin entrou chorando, ele veio em minha direção e olhou para meus pais nas mesas, ele estava acabado, não tão diferente de mim, nós dois estávamos derrotados, a vida nos deu uma rasteira das boas.

- Pelo amor de tudo que é mais sagrado nesse mundo, fala pra mim que não é verdade. – Justin disse chorando me segurando pelos ombros.

- Eu também queria que fosse Justin. – falei chorando mais e mais.

Ele me soltou e chegou mais perto das mesas onde ficou olhando para James por uns 30 minutos, o médico já tinha saído, eu estava parada, sem ter reação, chorando quieta, ele virou e andou em minha direção, chegou perto de mim e me abraçou.

- Promete que não vai me deixar? – ele perguntou chorando baixinho.

- Justin, eu não sei o que vai ser de mim agora sem eles, eu estou sozinha, sem ninguém. – disse o abraçando forte.

- Você não está sozinha Alice, eu estou aqui com você, nós vamos sair dessa, só preciso do seu apoio, ai lutarei por nós dois, mas me prometa que não vai embora. – ele disse me abraçando.

- Não vou te deixar, contanto que você não me deixe. – falei o olhando.

- Nós vamos ficar juntos, você vai morar comigo e não vai ficar sozinha em momento algum está me ouvindo? – ele perguntou.

- Tudo bem, só os queria aqui comigo, Justin por que isso foi acontecer? – perguntei chorando.

- Não chora, por favor, Alice, não aguento ver você chorando, olha pra mim. – disse ele erguendo meu queixo.

- Eu quero chorar, me deixa chorar. – disse tentando sair dos braços dele.

- Não vai chorar não, se não eu choro também, eu nunca choro, para com isso. – ele disse com a voz falha me segurando.

- Justin me solta, eu quero eles. – gritei chorando.

- Você acha que eu não quero. – ele gritou chorando também e nos sentando no chão gelado.

- Me tira desse lugar Justin, eu quero ir embora, quero ir para outro mundo, eu quero morrer Justin, eu não aguento isso. – gritei deixando que a dor me dominasse.

- Alice, não fala isso, vamos ser fortes por eles ok. – ele disse me levantando e me abraçando.

- Me tira daqui, por favor. – disse deixando cair as ultimas lagrimas que me restavam.

- Vamos. – ele disse indo em direção as mesas.

Eu fiquei o olhando, Justin parecia fraco, sem reação, sem vida, assim como eu me encontrava, ele foi até James, segurou sua mão e a beijou, falando algo em seu ouvido que não consegui ouvir, foi até minha mãe onde deixou um beijo em sua testa.

- Me deixe uns minutos sozinha com eles. – pedi.

- Claro, qualquer coisa, estarei la fora te esperando. – disse me abraçando.

Justin saiu e eu fiquei la, naquela sala fria e clara, essa irá ser a ultima vez que verei os rostos das pessoas que mais me deram apoio e que mais me amaram na vida, a cada passo que eu dava, era uma facada em meu peito, uma lagrima caia a cada centímetro dado.

Cheguei perto dos dois e os olhei, minha mãe, minha querida mãe, sentirei sua falta, queria te ter aqui comigo, querido papai, você não era meu pai de sangue, mas sempre te considerei um grande pai, mestre e protetor.

- Nunca esquecerei o quanto vocês foram bons pra mim, o apoio em tudo, amo vocês demais. – pensei alto.

Beijei a mão de cada um, e as juntei, sempre um completando o outro.

- Até daqui a pouco, prometo ir visitar vocês todo dia. – beijei a testa de cada um e sai.
    


                                      ___________________________________________


                                                                     Continua?

                                    Vish é agora que o circo começa a pegar fogo....
            
             Mil desculpas se fiz alguém chorar, essa foi a minha intenção, agora se vocês não                                          choraram é porque não tem coração, haha mentira..
                Espero que vocês tenham gostado, todos nós sentiremos falta do bom e velho James Muller e da Dona Raquel, mas todos se vão um dia certo, só temos que ver se Alice ou o próprio Bieber pensaram                                                            assim também não é? 


                Ps: comentem ok..amo vcs 

17 Comments:

Unknown said...

Primeiro que eu não aguento imaginar essa situação, eu sei que tudo não passa de ficção mas, foi tão real que chegou a doer em mim. To passada com tudo isso, o que vai ser de Alice Muller? Gente do céu (ou melhor, Isa do céu 🌚), to sentindo um aperto tão grande no peito Vagaisa, Juro.
Segundo que eu quero agradecer a tia maravilhosa vulgo mãe da Isa que liberou o pc pra ela terminar esse cap que partiu meu coração, e lembrar que ela vai passar um mês lavando louça por isso u.u
Em terceiro eu quero parabenizar essa pessoa que tem uma criatividade do cacete e me encantou com o seu jeito de escrever
PS: sou uma pessoa altamente critica em relação a fics u.u
Em quarto e não menos importante: Puta que pariu, tu precisa continuar, pufavoooooooo. Não me mate do coração plis.
Te amo Marida, VOCÊ É FODA 💙

Unknown said...

E por último, EU FUI A PRIMEIRA CACEEEETE
AHAM AHAM 🎇🎇🎇🎶

Anônimo said...

PUTAISA
VC me fez chorar
Olha ak vc não tem esse direito OK?

Continua logo pq se não eu vou lhe matar OK?

Tɛ ąmơ קųŧąıŞą ��

Coloquei essas letrinhas ai só pq vc não gosta
Bjs��
Jhulia

Unknown said...

Omg que cometário mais lindo foi esse?
Te amo demais e obrigado por todos os elogios..

Unknown said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown said...

Sim, a primeira hehe

Unknown said...

Te amo sua tonta, tenho esse direito sim hehehehe

Anônimo said...

Poxa ,sem mentir ,eu chorei ,deve ser a pior dor do mundo ,continue ... Izabelly Aragão, sua Marida ❤

Unknown said...

Isso é muito triste to chorando😭😭😭😭 coitada e agora ela não vai ter mas ninguém ♥♥♥continua logo pfv

Unknown said...

Que perfeito 😭😭😭😭😭😭😭😭 eu to chorando cara, meu deus, so você isa, pra me fazer chorar 👊

Unknown said...

Vou continuar hoje linda

Unknown said...

Vou continuar

Unknown said...

Obg, vou continuar hj

Rita said...

Nn acredito ... To quase chorando ... Nunca perder alguém q fosse tão próximo a mim mas da pra ter noção da dor deles... Continua Isa ....

Anônimo said...

Chorei muito.Mas ta Mega perfeito.
Continua o mais rápido que puder Isa .
Beijos: Thayla

Unknown said...

Continei já minha linda

Unknown said...

Já continuei Thayla sua perfeita

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